Relação dos cheques sacados por Magno Malta desde 1997

Enquanto foi deputado estadual, o hoje senador Magno Malta (PR-ES) se locupletava do dinheiro por meio da sua Associação Vem Viver, conforme listado os saques pelo próprio diretor geral da Assembleia Legislativa, André Nogueira, preso por corromper parlamentares via entidades, o mensalão da época. Eis o documento referente aos saques e suas datas, editado pelo próprio Banco Banestes:

01 [147082].jpg

Anúncios

Magno Malta é um marginal da política

05_PHG_pais_mascarado346889

Magno é um político que navega com desenvoltura no submundo do poder

O senador Magno Malta (PR-ES) pauta sua atuação em busca de financiadores e aliados “orando” e usando o nome de “deus”, mas a bem da verdade, as práticas são próprias de quem crer em “Belzebu”. Saindo da figura de linguagem, afirmo que é marginal da política brasileira e o maior embusteiro com retórica populista.

Sua trajetória, poucos a conhecem. Saiu de pastor da Primeira Igreja de Vila Velha -ES como 171 para os guardiões da instituição. Chegou a Cachoeiro -ES com a pecha de trambiqueiro espiritualista. Com falsa humildade, tentou entrar na vida pública, primeiramente, como candidato a vereador. Nessa primeira tentativa, perdeu.

Na segunda vez, venceu e não parou mais, considerado em fenômeno eleitoral com base em Deus, Família, Drogas e paladino da moralidade. Engodo. Nunca respeitou família, antes arrastava as néscias de seus lares e dos braços dos maridos. O ex-jogador Jacozinho, por longos anos seu motorista, tem detalhes das façanhas sexuais do insaciável político.

Submetido ao câncer do poder, recebia cheques assinados pelo André Nogueira, diretor da Assembleia Legislativa do Espírito Santo direto para sua Associação de Recuperação de Drogados, com sede no Município de Itapemirim-ES.

Como o presidente do Parlamento, na época, José Carlos Gratz, e seus diretores, foram acusados de mandantes do crime organizado – em que Magno fazia parte – , este queimou criminosamente o livre de contabilidade da sua Associação para não constar nenhum registro oficial sobre as propinas regulares. Porém, no Parlamento, devem constar as saídas do dinheiro do erário da época.

A diligência da CPI da Narcotráfico no Espírito Santo, quando era deputado federal presidente , foi um fiasco, porque preferiu nem colocar o pé na jaca, para continuar sua saga mentirosa em defesa da moralidade pública. Já nesse tempo, estava enveredado com o Advogado Beline José Salles Ramos e o empresário Chico Pneus, seu primeiro suplente no primeiro mandato de senador.

Era uma capoeira de dinheiro e jogo sujo de manipulação em benefício do bolso de Magno. Hoje, depois de Beline e Chico Pneus caírem em desgraça, estão fora de sua lista de amigos de primeira hora. É a sua natureza, quando lama começa a respingar. O caso sanguessuga ainda assusta.

Como senador eleito no primeiro mandato seu mundo moral e ético só foi piorando. De trombadinha da política, ingressou no submundo mais da banda pesada, utilizando o Ministério dos Transportes, via DENIT-ES, seu passaporte para empregar familiares – irmãos – e receber financiamentos às margens da lei para campanhas eleitorais, por meio de empreiteiras.

Entre relacionamentos espúrios de toda ordem da República da Banana, ganhou de presente uma concessão de rádio, com sede em Vila Velha, a Cor da Vida. Quem o ver falar dos colegas do Senado e da Dilma, hoje, acha que existe um super baiano, herói dos fracos e oprimidos pelo álcool e pela droga, quando se tem de concreto, dentro dele, um ninho de serpentário.

Mantém ativo o tráfico de influência que o alimenta com volúpia. Quando se dizia ajudando o ex-deputado estadual Reginaldo Almeida junto ao Tribunal de Contas da União, estava ao mesmo tempo em adultério com a esposa dele, a cantora Lauriete, cuja carreira foi destruída com a dissimulação carnal por quase dois anos. A desculpa de Magno era de que Reginaldo foi pego em flagrante na cama com outro homem – dito a mim. Mas, não entrou no mérito sobre a outra vítima, a sua esposa Kátia.

Hoje, vive regaladamente, com forte desenvoltura por meio do José Roberto F. Santoro, sub-procurador da República, considerado seu amigo que comandou em 2002 a operação Lunus que aniquilou com a candidatura de Roseane Sarney. E tem como forte aliado para chegar a STF, o advogado Willer Thomas, seu advogado e “chegado” do ministro Ricardo Lewandowski.

De tão boa as relações com Magno Malta que Willer Thomaz, com escritório no Conjunto Casa 25 – Shis Qi 1 Conjunto 4, 1 – Lago Sul, Brasília – DF, 71605-040, abriu filial no Espírito, aonde Magno, além de cliente, manda demandas de desesperados do poder para seu escritório, além de causas do DENIT – departamento de influência exclusiva do senador capixaba. Foi o advogado Willer quem conseguiu Habeas Corpus junto a Ricardo Lewandowski para a Igreja Maranata – lembram do escândalo? – . O valor desse tráfico de influência: Algo em torno de R$ 5 milhões a título de honorários.

Por enquanto é só, pois o leitor pode se cansar, mas tenho mais detalhes sobre a depravação em que fui cúmplice enquanto cego sobre a postura deste senador que envergonha os cristãos conscientes e às famílias capixabas, senão de toda nação.

Só Magno Malta pode virar o jogo sucessório do ES


Acerca de todas as declarações, agora, mais afirmativas da candidatura de Paulo Hartung (PMDB-ES) ao governo do Estado, só existe um elemento surpresa que mudaria o plano estratégico do PMDB e PT: chama-se Magno Malta, senador pelo PR que tem sonho em se candidatar a presidente da República.

Somente com o dinheiro em caixa, muito dinheiro mesmo tem, para distribuir aos prefeitos não garante a reeleição do governador Renato Casagrande (PSB). Sem carisma, com governo razoável para ruim, sem digital e com PMDB e PT fora de suas alianças,é mais do que temerária qualquer teimosia. Sua reeleição seria uma aventura.

Mas, como mencionei no início do texto, numa possibilidade de aliança com Magno Malta – discriminado pela elites do ES, desdenhado pela Imprensa capixaba-  somente ele, poderia dar uma virada de mesa. Não sou psicólogo político, mas Hartung sempre teve medo desse espectro de origem baiana. Os votos do republicano parecem vir pelo vento. Ressuscita como fênix, do nada.

E Magno Malta, pelo que conheço, pode está afeito a um acordo com o governador, desde que na aliança a reeleição de sua esposa, Lauriete (PSC-ES) esteja incluída. Senão, nada feito. Hartung só tem um adversário no Estado, desligado de quaisquer agenda do mercado: ele responde pelo nome Magno Malta. E não precisa formar chapa, não! Basta a eleição fica formatada em três candidaturas. Hartung, acho, levaria a pior. Ficar a dica!


 

 

PH mais Magno é igual menos Casagrande

*Por Jackson Rangel Vieira

O Governo de Renato Casagrande (PSB-ES) tem estado tão fragilizado, mesmo deitado sobre colchão com reserva de cerca de R$ 2 bilhões, que qualquer cruzamento de dados dos adversários apresenta extremo perigo à sua reeleição. E se Magno Malta (PR) se juntar a Paulo Hartung (PMDB) ou vice versa?

A pergunta pode ser considerada banal, hoje, considerando até mesmo as deformações dessas duas lideranças, contudo, a soma dos resultados menores  de Magno e Hartung totaliza vantagens eleitorais maior do que a performance de Casagrande. O governador não conseguiu, ainda, digital para marcar seu Governo, positivamente. Gestão confusa na Saúde, Educação e Segurança, tripé que sustenta ou afunda qualquer Executivo.

Renato Casagrande está indo mal nas áreas essenciais mencionadas e deixa transparecer falta de ambição de poder, como se tivesse já cumprido sua missão de apenas ter conseguido ser governador. Vou mais além sobre a fragilidade política do governador. Até uma combinação de Ricardo Ferraço e Magno Malta ganha força sobre um palanque em que até o PT pode trepar. Quem quiser ganhar o coração do republicano, basta garantir a reeleição da sua esposa Lauriete (PSC), deputada federal.

O ingresso no cenário nacional para Presidência da República do presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, mexeu as pedras de todos os cenários onde os socialistas são protagonistas. No Espírito Santo, o PT não tem musculatura para disputar o Governo do Estado, mas vai desejar negociar a vaga para o Senado. Neste caso, João Coser terá a preferência. Logo, de imediato, Dilma Roussef está fora do Palanque de Renato Casagrande. Os adversários, antes na adversidade, vão aproveitar estas curvas da política macro.

Agora, não descarto uma possível conversa entre Magno Malta e Paulo Hartung para guindar os dois para patamares antes desconsiderados. Malta para governador, Hartung para o Senado. Ou Ricardo Ferraço (PMDB) para governador, Coser para Senador. E por fim, Hartung para governador e mantendo Coser para o Senado. Esta conjectura tem mais vertentes possíveis do que outras relacionadas a Casagrande.

O governador só teria uma saída, ainda resistente: a união com o PMDB para sua reeleição, garantindo Hartung para o senado. Ricardo aceitaria, acho. Coser ficaria de fora ou correria paralelo, neste caso aceitando a companhia de Magno Malta em aliança tolerante.

O surgimento dessas equações só existe porque o governador não contém muita gordura para queimar, apenas acenos maquiavélicos de todos aparentes aliados e ao mesmo tempo um clima de espectro e ausência da noiva para colocar a aliança nos dedos em casamento de muitos adúlteros. Fidelidade é um artigo raro na política e, principalmente, nos dias de hoje.

*Jackson Rangel Vieira é jornalista

 

 

Magno Malta se pronuncia no Senado contra ataques de hackers ao Século Diário