Paulo Hartung confirma ser candidato a governador do Espírito Santo



“Tenho discutido com lideranças a tese do PMDB ter candidatura própria para enfrentar os desafios e os gargalos que hoje prejudicam o desenvolvimento do ES”. Esta declaração faz parte do comunicado do ex-governador Paulo Hartung (PMDB-ES) para desmentir o mercado político de sua decisão de disputar a sucessão de Renato Casagrande (PSB).

O comunicado (04) muito bem preparado almeja – para não afastar os correligionários do entusiasmo do lançamento do seu nome na data certa do calendário eleitoral-  ganhar tempo para consertar algumas trincas, como acalmar a reação destemperada do senador Ricardo Ferraço (PMDB) que assustou até o vice-presidente Michel Temer ao defender a candidatura do atual governador.

Quando Hartung defende candidatura própria do PMDB, em sintonia nacional, e critica frontalmente Renato Casagrande dizendo que existem “desafios e gargalos que hoje prejudicam o desenvolvimento do ES”, está confessando sua disponibilidade para ser o protagonista do PMDB para esta tarefa. Ou seja, é candidato a governador do Espírito Santo.



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Ricardo Ferraço está mais preparado do que todos


O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) é o mais preparado político para ser o governador de todos os capixabas já nas próximas eleições. Moderno, preparado, pragmático e o único conhecedor do poder da era digital para reformatar o novo sistema republicano do Estado para atender a demanda da geração desta nova era. Os demais estão atrasados.

Em evento da Fundação Ulisses Guimarães, promovido pelo PMDB na Câmara de Vereadores em Cachoeiro-ES, o palestrante principal Paulo Hartung (PMDB) foi ovacionado como futuro governador do Estado, com apoio dos petistas presentes dividindo espaço com os peemedebistas, está cumprindo tarefa. E qual tarefa? Ser o candidato de Lula e Dilma no ES.

Não vou me alongar. O conferencista peemedebista ofereceu aos ouvintes mais atentos um conteúdo óbvio e sofrível. Está atrasado no contexto da revolução tecnológica exercida pela geração da nova era. Não vou nem mencionar o atual governador, mais atrasado ainda. Por isso, não temo em expressar minha preferência pelo senador Ricardo. Ele está à frente dos mencionados. Tem uma visão moderno do Estado. Além do mais, é de Cachoeiro de Itapemirim.

Há um erro crasso da geopolítica em preterir pela, segunda vez, o senador Ricardo Ferraço, que está preparadíssimo para ser gestor executivo com alto grau de resolutividade, principalmente, para debelar os nós nórdicos dados aos setores da Saúde e da Segurança. Não sei de sua posição sobre esse cursor político do momento.

Hoje, se fosse a eleição e ele candidato, o meu voto estaria comprometido com a sua proposição pragmática e programática.


 

O Espírito Santo está fracionado na luta pelo poder

As eleições municipais estão revelando segredos de poderes em conflito. O Judiciário e o Ministério Público estão espremendo um do outro pústulas, não se sabe, ainda, o tamanho do tumor. Conhece-se o personagem em causa: ex-governador Paulo Hartung (PMDB, citado em relatório juidicial como membro de quadrilha e inocentado pelo MP por falta de investigação da fumaça do direito em tela.

A Assembléia em choque com o Governo do Estado vai além da natureza estabanada do deputado Theodorico Ferraço (DEM), atual presidente da Casa. A questão da PEC para sua reeleição está em banho maria por conta do agrupamento político revelado e liderado, justamente, outra vez, por Paulo Hartung e o filho do democrata, senador Ricardo Ferraço (PMDB). Versus governador Renato Casagrande (PSB) e o senador Magno Malta (PR).

Esta triologia Executivo, Legislativo e Judiciário, com valores agregados como o Ministério Público,  movimenta um mercado de submundo que está longe do conhecimento da maioria da população. Falta à Imprensa capixba coragem para produzir jornalismo analítico, opinativo e investigativo para destampar a latrina e tratar o esgoto.

Se o poder não emanar do povo, que poder é este?

As previsões eleitorais para Casagrande, Hartung, Magno e Ricardo

 Por Jackson Rangel, jornalista

A previsão do fim do mundo para este ano, que figurou nos rankings das redes sociais, falhou! Existe o calendário Maia associando os sinais apocalípticos para 2012, ano de eleições municipais no Brasil. O Armagendom será uma surpresa, assim como sãos as urnas, enigmáticas, aguardando as batidas do coração dos eleitores.

Em tese, subliminarmente, no Espírito Santo, existem dois grupos em movimentação e um avulso, como pêndulo. O governador Renato Casagrande (PSB), até pela liturgia do cargo, é um líder que vem  comparando as próximas eleições como quebra-mola na sua gestão. Tentará manter a base aliada, produzindo menor perda possível, segundo o socialista.

O outro grupo funciona como aqueles aviões norte-americanos, conhecidos como “morcegos”, invisíveis a radares, sob a batuta do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Ele tem o poder da dissimulação e preparado para a tomada do Castelo Forte. A matemática pode ser esta: PH para Prefeitura de Vitória; João Coser (PT) para a vaga de senado de 2014. E completando, Ricardo Ferraço (PMDB) para o Governo do Estado.

O triunvirato mencionado tem tudo para atingir as metas por conta da inércia política do governador que, por hora, opta por imprimir a marca do seu Governo, o que ainda não aconteceu. O acordo construído no Palácio do Planalto pelo presidente do PSB e governador Eduardo Campos, que guindou Casagrande ao Palácio Anchieta, interrompeu o projeto de domínio previsto para mais de duas décadas por Hartung. Agora, o troco!

O grupo avulso, aparentemente mais fragilizado entre os dois primeiros citado, tem como capitão do barco o senador Magno Malta (PR), imprevisível, e com aliados avulsos ou do baixo clero, como Sérgio Vidigal, prefeito da Serra (PDT), Neucimar Fraga, do seu partido, e lideranças no varejo. Este agrupamento pode ser pêndulo para as eleições de 2012 e 2014. Os dois movimentos maiores podem depender desse movimento aleatório.

Em síntese, por enquanto, Paulo Hartung leva a vantagem sobre Casagrande que só reverterá o quadro, extirpando agregados do ex-governador da sua copa e cozinha, além, claro, de conseguir bom desempenho administrativo, porque o cotejo ente antes e depois de PH será vital para definir entre mortos e feridos, os sobreviventes.

No mais, de fato, o fim do mundo pode acontecer antes de 2014. E nenhum sentido fará toda e qualquer prospecção!