Dívida de milhões coloca em risco credibilidade do SICOOB SUL-ES e da SELITA

Inadimplência de um associado correntista em cerca de R$ 5 milhões pode destruir a credibilidade do SICOOB-SUL, da SELITA e arranhar a imagem do cooperativismo no Espírito Santo.

O banco, presidido pelo ex-funcionário do Banco do Brasil, Rubens Moreira, está sendo observado de perto nos bastidores por uma transação mascarada em discussão no Conselho Fiscal.

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Um devedor com dívida sem liquidez pode ter encontrado a saída do passivo quase impagável com ajuda da “consultoria” do presidente do SICOOB que estaria tentando corretar área para a SELITA, em terreno na localidade da Safra, no mesmo valor da dívida, de propriedade do inadimplente.

Tudo passaria desapercebido se o presidente da cooperativa também não fosse o próprio Rubens Moreira que preside os dois Conselhos, influindo para concretizações de transações financeiras entre as instituições.

Esse poder centralizado e de caráter abusivo está promovendo incômodo entre alguns cooperados e integrantes dos conselhos do SICOOB e da SELITA. Em tempos de crise econômica da era Dilma, que consultoria recomendaria quaisquer movimentações imobiliárias dessa monta e, ainda, de origem de cooperados?

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Em outra análise sobre o caso, citaremos o nome do devedor, detalhes do cenário, podendo o curso das discussões levar a crime contra a economia popular. Neste caso, o problema será de responsabilidade do Ministério Público, da Polícia e da Justiça.

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MP investiga Junta Comercial de Cachoeiro-ES por várias irregularidades

O Ministério Público está apurando possíveis e graves denúncias de fraudes e irregularidades em andamento de processos por parte da direção e de servidores da Junta Comercial de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Eles se valiam do órgão em benefício próprio e de suas empresas.

O esquema criminoso funcionava na manipulação dos livros contábeis dos contadores de empresas que eram clientes preferenciais da gráfica do marido da servidora Luciene Ramos Miranda. O marido, Elimário Miranda, o dono, levava e voltava em mãos com os livros para encadernar sem protocolo legal. Os documentos entravam de praxe, na porta da cozinha da Junta.

A situação se agrava, quando ex-chefe analista técnico da Junta Comercial, Sandro Zorzarnelle Coelho, no seu exercício, como contador também, julgava os próprios processos de modo célere dos clientes do seu escritório de contabilidade, sem obedecer a ordem de protocolo.

No dia 20 de setembro de 2012, por exemplo, a empresa R&A Embalagens LTDA, na qual ingressava como sócio Sandro e sua esposa Adriane Fiorese Dalvi (protocolo de número 121852814), solicitou alteração do quadro societário na Junta às 15h06 e o pedido foi concluído às 16h46, um caso inusitado de rapidez em detrimento dos demais contribuintes que passam por triagem burocrática mais longa de análise. Ele próprio julgou e carimbou o processo sem qualquer constrangimento moral e ético.

Tudo indica que as manobras da Junta de Cachoeiro tem apoio da presidência em Vitória. Exemplo disso foi quando a referida empresa pediu a sua paralisação ou desativação por conta de denúncias de ter antecipado o seu processo. Com o mesmo modus operanti, o presidente do órgão superior, Paulo Vieira Pinto, aprovou o processo no dia de dezembro de 2014, das 14h35 às 14h47 (em 17 minutos), com dada retroativa a fevereiro do mesmo ano, um escândalo. Quem deu andamento, ou assinou e carimbou o ato o servidor Jonas Dalvimar.

Outro esquema de corrupção dentro da Junta de Cachoeiro, tradicional, eram as festas promovidas por propinas disfarçadas de contadores com mais privilégios em detrimentos de outros nos seus processos de clientes. Quem recolhia o dinheiro dos festejos e “presentes” de agrado aos diretores era a servidora Creuza Gonzalo dos Santos.

O procedimento investigativo do narrado pela FOLHA responde no MP com o número 201400010203-38. E no Conselho Regional de Contabilidade a denúncia foi protocolada no dia 10 de fevereiro sob a responsabilidade da fiscal Renata Demoner.

Esquema de compra de CNH ainda desafia o tempo

Há décadas a compra de carteira de motorista ou sua renovação  (CNH) ainda desafia a linha do tempo, vencendo todas as modificações na legislação. A transação ilegal é simples. Um despachante tem um contato numa unidade do Detran-ES, com cerca de R$ 350,00, o documento legítimo com assinaturas dos diretores do órgão chegam na sua residência.

O comprador tem serviço garantido e não precisa fazer nenhum exame, principalmente, em se tratando de renovação. Sem exames, sem trabalho de buscar senha, tudo feito pelo despachante “autorizado”. Acredita-se que o diretor geral receba tais denúncias, mas ele mesmo não tem como distinguir entre CNH emitida em trâmite normal de uma com vício.

Com exceções, as escolas de trânsito buscam concorrer com outras prestadoras de serviços que pulam etapas para aprovação do aluno. Ou seja, muitos motoristas são formados sem com deficiência consciente na relação corrupto e corruptor. Chega ao ponto de uma das empresas anunciarem todas as etapas e pedir socorro ao Procon e Ministério Público em caso de fraude no critérios, havendo boa fé do requerente da carteira.

A questão resume-se na relação incestuosa entre os auditores ou fiscalizadores de Vitória e agentes sabedores do esquema nas Ciretran-ES. Trata-se da indústria da CNH. Até os profissionais credenciados, como examinadores de visão, fazem vista grossa para passar quase um cego. Essa máfia atua desde quando se criou o Detran e suas agências, sem mencionar que são cabides de emprego loteados por políticos regionais ou locais.

As fraude acontecem por todo o ES, principalmente em Cachoeiro de Itapemirim-ES e em Alegre-ES já chegou a envolver até vereador, como mecanismo de cooptação de votos.

Funcionário da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirirm desde 2009. Foi cedido para a prefeitura de Muqui-ES, Alessandro Mateus pediu exoneração em 2011, e mesmo assim continuou listado na folha de pagamento com valores exorbitantes. É assim que funciona o PT em Cachoeiro-ES, certo da impunidade.

AlÔ MP! Alô Justiça!É preciso o prefeito e assessores se entregarem na Delegacia?

Universidade de Brasília quebra sigilo do voto da urna eletrônica e prova que as eleições podem ser fraudadas

Luís Osvaldo Grossmann :: Convergência Digital :: 22/03/2012

* Por isso, países do primeiro mundo não utilizam o sistema de urna eletrônica – é violável facilmente por hackers.

Um grupo da Universidade de Brasília conseguiu quebrar a segurança da urna eletrônica, nos testes promovidos esta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eles conseguiram recuperar a sequência dos votos, – o que, ao menos em tese, permite violar o sigilo das opções de cada eleitor.

Formado por professores e alunos da Faculdade de Ciências da Computação, o grupo 1, dos 9 inscritos para os testes, teve sucesso em desfazer o embaralhamento dos votos e, assim, extrair uma lista que indica quem votou em quem. “Conseguimos recuperar 474 de 475 votos de uma eleição na ordem em que foram inseridos na urna”, revela o coordenador do grupo, o professor de Ciência da Computação da UNB, Diego Freitas Aranha, que fez doutorado em criptografia pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Originalmente o plano de teste previa a recuperação de 20 votos, mas o próprio TSE desafiou o grupo a resgatar 82% dos votos de uma fictícia sessão eleitoral com 580 inscritos – percentual que equivale à média de comparecimento nas eleições brasileiras. O professor Diego Aranha ressalta, no entanto, que a tarefa de violar completamente o sigilo do voto ainda está incompleta.

“Precisamos da lista externa de votação para chegar ao nome dos eleitores”, afirma. Como explica o coordenador do grupo, até aqui a equipe conseguiu determinar que o primeiro eleitor votou no candidato X, o segundo no candidato Y, e assim sucessivamente. Com a relação da votação – aquela que fica com os mesários – seria possível associar cada eleitor, pelo nome, ao votado.

A exemplo das edições anteriores dos testes, o tempo limitado de acesso à urna eletrônica – três dias, entre 20 e 22/3 – impediu avanços ainda mais significativos na quebra da segurança do sistema eletrônico de votação. Diferentemente das versões anteriores dos testes do TSE, desta vez o tribunal permitiu acesso ao código fonte da urna – ainda que com restrições durante a fase de preparação dos exames, que antes de iniciados passam pelo crivo da Justiça eleitoral.

Apesar de festejar o sucesso na experiência, o grupo ainda não pode revelar os detalhes do feito – o TSE exigiu um compromisso de que apenas informações preliminares fossem divulgadas antes do relatório final com as considerações do próprio tribunal. Além do professor Diego Aranha, o grupo é formado por Marcelo Monte Karam, André de Miranda e Felipe Brant Sacarel.

Fonte: Convergência Digital