Trajetória atualizada do autor do Blog

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Trajetória atualizada do autor do Blog

Diário de um Evangelista- Sinopse auto-biográfica

Quando menos que uma criança, a recordação mais latente ainda guardada é de minha imagem subindo um morro pelas mãos de minha avó, e fragmentos outros do mesmo tempo, com menos de 5 anos de idade, do meu avô como meeiro de uma fazenda em Guaçui. A partir daí, o filme passa rápido e me vejo em Cachoeiro de Itapemirim, no bairro Coronel Borges, na chamada Vila Camponesa, sob os cuidados do meu falecido pai adotivo.
Lembro-me da primeira televisão em preto e branco, antes de eu ficar horas se queimando ao sol escaldante sobre a cerca do vizinho, numa distância de quase 10 metros, para ver vultos de desenhos animados numa TV mais sofisticada. Fase, aparentemente difícil, mas eram momentos áureos de criança, daquelas que mereciam o céu, sem preocupação, sem compromisso, sem culpa.
Em decorrência da pouca compreensão do mundo, na inocência inerente, com dois irmãos por parte de mãe, tornei-me intimista, introspectivo, quieto, gerando mundos particulares que foram crescendo com o tempo. Lembro-me bem de que as dificuldades existenciais me remeteram à vaidade de desejar ser o melhor em tudo que pudesse ser. Nas brincadeiras de criança, era destaque, da bola de vidro até o jogo de bafo, já extintas nos dias atuais.
Logo me foi revelado no recôndito do meu cérebro, a necessidade de buscar explicação para todas as coisas. A busca pela justificativa da criatura me elevava ao Criador, de modo espontâneo e sem orientação pedagógica e religiosa. Descobri que nada era pelo o acaso. O propósito, a organização do universo, teria de ter sentido para a vida humana. E isso me fascinava.
Primeiramente, busquei com toda a minha capacidade de pensar, com certeza insuficiente, compreender-me. Conhecer a mim mesmo. Todos os meus limites. Comecei por construir um diário num caderno de papel, onde registrava todos os detalhes significativos ou não. Era a carência de me fazer amigo de mim mesmo.
Hoje, esses diários, umas três cadernetas que guardo, com erros primários de uma inteligência comum, me regozijam porque foi assim a forma de gestação do caráter e também da personalidade. Confesso, registrei mais momentos de tristezas, porque no fundo, solitário no universo (“ego dimensional”), via-me incompreendido e pouco amado pelo mundo exterior.

Diário de Um Evangelista: Que queres de mim?

Chega momento da vida cristã, em alguma parte da caminhada, em meios a promessas e experiências celestiais, com a carne lutando contra o espírito e nessa luta sem trégua, ora vence um, ora vence outro, o templo de Deus na forma humana entra numa crise espiritual. No silêncio do Senhor remove a existência dos filhos do homem a este ponto, da fé ser questionada pela dúvida.

O tempo passa, e o seu servo se abate pela dúvida por causa da incerteza da vontade de Deus para sua vida, ainda que tenha a certeza da vitória, prometida pelo o Filho Jesus Cristo. A impotência do crente diante da vontade do Criador não significa a ausência de fé, ainda que o interrogatório sobre a alma seja paradoxal, pode e deve representar o poder de Deus que se reveste, justamente, na fraqueza.

As provações de Deus e as tentações do diabo são dosagens celestiais acima daqueles que não conseguem andar em espírito e verdade. E aos que conseguem, suportam o flagelo, solitariamente. Da parte de Deus, a gente recebe com dor e amor a correção e o aperfeiçoamento. Da parte do inimigo, nós suportamos com desconfiança, porque se testa a lealdade e intimidade com o Senhor.

E quando se passa pelo terceiro céu, na unção de Jeová, é para dar glória e louvar Santo, Santo, Santo, numa alusão da trindade e seu domínio por todas as dimensões sobrenaturais e metafísicas. Mas quando se passa pelo vale da sobra da morte, o peregrino se esforça pelo Espírito Santo, orando para que este não esteja fosco, para ultrapassar os laços do passarinho e as sombras do maligno, intacto.

Nas duas situações, prostrando diante do Altíssimo, ou lutando com a armadura de Deus contra as hostes malignas, com suas potestades e legiões, quase sempre se sai aleijado. Se a luta é com Deus, como lutou Jacob, a benção foi dada e as marcas de Cristo justificam o embate. Porém, se a guerra se trava contra o inimigo, não se pode sair manco, porque não se devem carregar as moléstias de Satanás para testemunho dos que devem ser salvos.

Entre uma luta e outra, entre o céu e as chamas do inferno, o crente, como eu, pergunta-se: qual o prazo de minha validade neste mundo? E enquanto aqui estiver, neste tabernáculo terrestre, que desejas de mim Senhor, além da minha humilde e limitada capacidade de entender a Tua vontade? Sim, por mais que busque, achamos que não se encontrou o limiar da glorificação como se não tivesse iniciado nem trilha da santificação. Assim, me sinto, entre a primeira pessoa do singular e do plural, que queres de mim?

Diário de Um Evangelista – Assim como Elias

A coragem, o destemor e o poder de Deus que se reveste na fraqueza de seus profetas são, pela fé, o caminho da provação ou iniciação para todos aqueles que, como Elias, labutam para ser transladado sem morrer. No meu caso, longe da espiritualidade desse servo, luto diariamente com os sacerdotes de deuses estranhos, sem vencê-los todos, mas sendo afligido pelas tentações de anjos perturbadores.
Mas, o ponto central da descrição por hora, não tem muito a ver com a introdução. Sinto-me como Elias, com medo de Jezabel, devassa e destruidora implacável. O profeta se refugiou depois de muitas vitórias miraculosas, indescritíveis, até mesmo aos olhos espirituais. Ele se sentiu só. E desejou a morte. Foi parar numa caverna e murmurar, sentindo-se pior do que seu pai.
No momento estou sendo alimentado pelo anjos do Senhor, porque não tenho dúvida de ser mais do que vitorioso em Cristo Jesus. Mesmo assim, submisso ao meu Deus, não consigo sair da caverna, tremendo de medo, não pelo que a rainha possuída pode me fazer, mas pela desesperança da pregação, como Jeremias num Ministério de 40 anos sem ninguém dar crédito à sua profecia, desejando ele também a morte.
Contudo, aguardo a voz do Senhor me chamar pare fora da caverna. E ouvindo a sua voz, tenho certeza de que posso seguir de volta ao caminho, sem medo algum de passar pelo vale da sombra da morte, porque saberei que Ele não estará no terremoto, no vento e nem no fogo, mas testificando com o meu espírito, no templo feito pelas Tuas próprias mãos. Enquanto isso, o terror me consome.
Pode parecer paradoxo para quem ler, pois escrevo sobre a certeza da vitória e lanço duvida sobre a escuridão da caverna em que repouso, porém, são os mistérios de Deus que me conduzirão para a luz, para profetizar aos que já não dormem na fria fenda da montanha, mas perecem no poço da mais profunda depressão maligna condutora do inferno. Oro, mas devo ouvir a voz do Senhor.
Imploro ao Senhor que me pegue pelas mãos como criança e conduza-me, com a voz mansa e suave para o campo das feras mais cruéis e suas artimanhas. Nada pode me separar do amor que está em Jesus Cristo. Contudo, enquanto estiver na caverna, espero com paciência no Senhor, que seja longânime e bondoso com este teu servo. Assim seja.

Diário de um evangelista : Deus em silêncio, responde!

A experiência de um menor servo, vivendo e andando em espírito, será a de um solitário dentro do sistema humano, aos olhos naturais, pois a loucura da cruz o remete a um silêncio ensurdecedor, com resposta no tempo de Deus, cujo relógio funciona de modo inverso ao sentido biológico da humanidade, do nascer ao poente do sol. Um dia como mil anos e dois dias pode, então, ser dois mil, e vice-versa.

Com o silêncio de Deus a gente quase enlouquece, pois parece, em princípio, como o deus baal, no tempo de Elias, em que não responde às petições ante o desespero, quase em alto flagelo. Nesse silêncio, a oração do justo o leva ao desespero a ponto de discutir sem fé sobre as promessas do Criador.

Jesus Cristo prometeu dar ao que pedir. Mas, poderia ser ainda mais claro se a resposta não leva em conta o relógio de pulso que sincroniza com o tempo dessa estação em detrimento do tempo da dimensão celestial, da nova terra e novo céu. Aquietai-vos que eu sou Deus. Esta é a resposta.

Numa experiência impar, não sabendo, pela demora, se era vontade ou permissão de Deus, busquei dias, que pareceu anos, sem encontrar e nem receber. E quando não esperava, ele falou. O silêncio se dissipou e a resposta das petições com ações de graças encheram o coração de unção.

Amado, na angústia é que o Senhor demora e silencia, pois o pecado que habita também nos filhos nos faz merecer a correção para aprimoramento da santidade. Do contrário, desonraríamos a Ele a pretexto do imediatismo, como se não fosse preciso empreender esforço para disputar Sua presença.

Deus responde no silêncio. Deus responde quando nem se pergunta. Também isto é curioso, como que uma revelação da Palavra direta para o centro do coração daqueles que lhe serve. O Consolador, com seus gemidos inexprimíveis, antecede ao lance de sua vida e refrigera a alma no inesperado.

Quem evangeliza encontra pessoas com todas as carências, sem compreender a pessoa de Deus, ainda que sejamos à sua imagem e semelhança. A palavra de conforto ante a pressa da vida, para quem ainda tem escamas nos olhos como qualquer ser humano longe da graça, é derrotar o deus deste mundo que cega os homens.
Na apresentação do Plano de Salvação, resumido em João 3:16, encontra-se o estilo de vida que elimina a necessidade do relógio utilitário e lhe obriga a ficar à sombra da cruz, vivendo o hoje como se nunca houvesse existido o passado e muito menos perspectiva de futuro. Só o agora! O instante de Deus!