Os “Evangélicos” estão matando Deus

*Jackson Rangel Vieira
 
Os evangélicos inventores da pirotecnia gospel com repertório para todos os gostos de pessoas religiosas estão matando Deus. Subtraíram a espiritualidade e inserirem a religiosidade com dosagens fortes de emoção no rito, com superprodução de palestras sem nenhum compromisso com a invocação do Espírito Santo.
 
Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo e Bíblia se transformaram retórica de conferencistas e levitas comprometidos com o mercado gospel, aonde rola muito dinheiro e enriquecimento ilícito, sob a proteção do Estado. Deus definha no coração de compradores desta “fé” que se esfria dia-a-dia. A humanidade, criatura, se rebela contra o Criador.
 
As Igrejas feitas pelas mãos de homens são point de pessoas que conhecem a Deus, mas sem submissão. Vale-se de uso e costumo para uma satisfação interior programada para manipulação e sugestão por sacerdotes que se especializam mais na psicanálise e psicologia em detrimento da teologia do Reino de Deus. Holocausto espiritual!
 
O caminho está cada dia mais estreito no pós-modernismo. Transformaram o lugar santo em palco de shows. Chamados homens de Deus não vivem mais pela fé, antes pelo vil metal em contratos de conferencistas e pastores escalpelando os incautos negligentes em conhecer a vontade do Senhor pela simplicidade da Graça em Cristo. A ordem do culto, tanto é assim, primeiro os efeitos especiais. Por último, em ínfimo tempo, a Palavra.
 
A ofensiva dos falsos profetas, alguns estão caindo em desgraça para vergonha da Igreja. Por todos os lados, ensinado fábulas e filosofias vãs, negando a misericórdia e compaixão aos sedentos da Salvação. Estão matando Deus da presença do ser humano, mas nunca a criatura que está determinada a se tornar nova: filho e não bastardo.
 
 *Jackson Rangel Vieira é jornalista e evangelista
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O direito de saber do eleitor (Kid Gay)

Por Jackson Rangel Vieira, jornalista
 
A Folha do S. Paulo produziu editorial incongruente e discriminatório para o eleitor paulistano. Critica o candidato José Serra (PSDB) sobre seu posicionamento contrário ao chamado “Kid Gay” criado pelo seu adversário Fernando Haddad (PT), julgando como linha conservadora dos evangélicos e a pauta fora da órbita do interesse público.
 
Admiro a Folha e respeito a opinião em tela, contudo não apresenta nem paradoxo, mas completa falta de análises sociológica e antropológica da sociedade, sem mencionar que a discussão sobre a “união homoafetiva” , aprovada pelo STF, promove alterações comportamentais de caráter coletivo e, por sua vez, de interesse público.
 
Sobre conservadorismo sobre o mesmo tema, a Igreja Católica, com maior número de fiéis, é mais fundamentalista do que os evangélicos, se assim se é necessário comparar para melhor entendimento sobre editorial equivocado por ausência de conhecimento doutrinários e dogmáticos do sentimento religioso inerente ao ser humano.
 
O editorial almeja se mostrar liberal e tem o direito de fazê-lo sem, contudo, tratar o tema como se o homem fosse apenas animal político com capa de corpo, sem alma e espírito, gestando subjetividade sobre crenças absolutas de quem desaprova o comportamento antinatural, assim descrito na Bíblia como regra de conduta e fé dos cristãos. Vale respeito!
 
Como eleitor eu tenho o direito de conhecer todas as raízes holísticas do candidato. O homem é o que pensa e pratica. Pode-se ter um homossexual eleito, e tem-se pelo quadrante universal, e capaz. Porém, a maioria que lhe concede a procuração de representá-la a fez sabendo, sem apresentação implícita a pretexto da chamada corrente politicamente correta.
 
Considero uma desfaçatez o editorial da Folha de S. Paulo que, aproveitando-se de formadores de opinião sobre o mercado político e a eleição plebiscitária em segundo turno, faz a indução de transformar o errado em certo e o certo em errado. Não existe homofobia neste tema – que significa agressão aos homossexuais -. Há uma opinião partidária!
 
Está existindo, sim, por parte da grande Imprensa a falta de respeito com a maioria dos universais religiosos ou cristãos aos colocá-la às margens de conhecer as convicções morais, sociais, culturais e religiosas de quem pleiteia vida pública.
 
* Jackson Rangel Vieira é diretor-executivo da Editora Leia e evangelista

Tempo de reforma no Cristianismo

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32)

Escolhi a alta madrugada para escrever este artigo que pode levar a muitas interpretações. Contudo, lutarei, em palavras, para que seja compreendido ao menos. O cristianismo como se pratica está falido. Tantos os evangélicos como os católicos. A teologia sistêmica produziu regras aprisionadoras aos seus seguidores.

Não indicarei capítulos ou versículos para fundamentar a construção deste limitado pensamento. Que o leitor seja orientado pelo Espírito Santo, assim como dele careço neste momento. Defendo a desconstrução deste cristianismo, com suas mensagens distorcidas das Boas Novas. Jesus Cristo morreu, pagando bom preço, para a libertação da humanidade. E não para as Escrituras serem fardos sobre os ombros já decaídos do pecador.

Depois do catolicismo político; após a reforma protestante; e há 100 vivendo o pentacolismo com suas muitas ramificações, chegou o momento de homens e mulheres de fé e cheio do Espírito Santo dar um basta na mensagem ameaçadora e chantagista, não libertária. Passou da hora de viver em Cristo a sua mensagem da graça.

Inconcebível pastor que não dá a vida pelas suas ovelhas ameaçar incautos com “profecias” do medo, impondo hábitos, costumes e regras para sustentar um sistema de poder religioso. Quem aceita Jesus Cristo recebe no ato a libertação pela graça, mediante imensurável compaixão e eterna misericórdia.

Sendo mais específico e, talvez, insano para a maioria: O salvo só Poe viver sob a graça. Não tem obrigações com Igreja de paredes,  sacerdotes e roteiros eclesiásticos. Deve se congregar, mas não obrigado. Se o Espírito Santo não conduz seu templo com alegria e espontaneidade, nova criatura não é e libertado não está.

Se o salvo está imposto de participar de “correntes”, “retiros”, “vigílias’, em ações repetitivas, semanárias, mensais e anuais, que diferença  dos rituais “condenáveis” de outras religiões e seitas que impõem julgo de penitência para inferir aparente santidade? O cristão tem de ser livre até para se congregar. Não vai perder a benção porque não participou do culto ou missa, mas se selado, fará igual ou mais no serviço do Rei onde seu coração lhe conduziu, seja para dentro do quarto ou para o monte da oliveira.

Jesus não estabeleceu linha legalista para homens se aproveitarem na comercialização em seu nome. Muito menos deixou exemplo vexatório de mercado de louvor em troca de 30 moedas ou mais. Não existe respaldo apostólico para a existência do cristianismo como se apresenta.

Não há necessidade de inventar algo novo, o que seria patinar no farisaísmo. A reconstrução do Templo de Deus, digo eu, precisa ser habitada por justos livres em espírito e em verdade, sem a imposição de verdugos da fé.

O ser humano atingido pelas Boas Novas tem apenas o dever de fazer a vontade de Deus nas verdades absolutas. Deixar o Consolador cumprir a sua missão, falando por cada inscrito no Livro da Vida, como vento que sopra por onde quer, sem a imputação da culpa já apagada por Aquele que deu a vida para esta magnânima graça, que basta.

O novo Cristianismo tem de ser, fundamentalmente, Bíblico. Sem doutrina. Sem teologia. Sem Deus de templo feito pelas mãos dos homens. Prática espiritual sem cronograma imposto. Somente pela fé, esperança e o amor. Acho que merece um segundo capítulo! Acho!

          *twitter/@jacksonrangel

Evangélicos X Católicos

 

Nestas eleições, Deus está tendo uma participação incisiva na cabeça dos religiosos. Papel menos nobre está figurando os “evangélicos”. Enquanto os católicos não abrem mão de seus dogmas, os “protestantes”, divididos, promoverem passeatas em favor da petista Dilma Roussef.

 Afinal, os chamados “crentes” querem virar partidos políticos – algumas siglas são deles -, para defender o que? Cargos públicos! Leio os jornais e me entristeço, vendo pastores se propondo organizar fóruns para estabelecer estratégias de campanha. Os cristãos têm dificuldades até para organizar cruzadas para evangelizar, sua função precípua, mas se arvoram em distribuir santinhos de homens! O poder infernal subiu à cabeça dos sacerdotes.

 Jesus Cristo só não se remove no túmulo, porque está vivo, ressuscitou! Elas por elas, os católicos estão sendo mais sensatos neste momento histórico. Listaram valores absolutos e orientam as ovelhas não votarem contra estes princípios. Os evangélicos não descriminalizaram nada e querem defender a candidata Dilma Roussef sem fundamentação e, alguns, porque estão coligados partidariamente. Evangelho tosco.

 Mas, segundo a Palavra de Deus (Mateus 24:24), nada disso, politicagem, é para surpreender os eleitos. O pior está por vir. Quem é cidadão do céu, bem verdade, tem sede e fome de justiça, mas não de defender a dubiedade, o poder vigente e sua força. Não vi evangélico se indignar com a corrupção renitente. Os católicos, além de não permitirem seus sacerdotes se candidatarem, não fogem ao exercício de cidadania e nem pregam que seus fiéis devam ser alienados.

 Os católicos erram, também, e se deixam contaminar por forças politiqueiras, mas não falo das exceções. Os evangélicos, confesso não gostar muito desta designação – prefiro cristão -, envergonharam-me nas eleições de modo geral. Vi pastores, depois do culto, fazendo boca de urna, completamente a paisana, sem a autoridade eclesiástica. Ruborizei. Não radicalizo a participação de religiosos na política, contudo necessária seja uma inserção com motivos nítidos para maior agressividade de luta.

 Se há esta fundamentação de indicar candidatos, aos que parece, não está do lado pelo qual se ajuntam “caciques”, donos de ovelhas. Em linhas gerais, sem questionar o Reino de Deus e sua Justiça no coração de quem quer seja, mas, os católicos estão, no País, demonstrando como se defende causas em favor da Igreja, enquanto os evangélicos patinam nos misticismos messiânicos.

Escreves isto porque você vota em Serra? Não, porém revelo que não voto em Dilma!

O prefeito Carlos Casteglione virou ateu? Discrimina cristãos

Quando precisou antes de ser eleito o pastor Braz, vice, (E) e Casteglione (D) ajoelharam para orar com os evangélicos. Agora discriminam os cristãos

Tomo conhecimento estarrecido das dificuldades impostas pela Prefeitura ao Conselho de Pastores Evangélicos de Cachoeiro de Itapemirim (Conpec) para promover a semana da Bíblia na cidade, como tradicionalmente há anos é a programação mais importante dos cristãos.

Primeiramente, tem sido a maior dificuldade para os evangélicos, acredito, católicos também, de promoverem sua marcha para Jesus Cristo no final do ano nas ruas e praças públicas. A Prefeitura alega que dezembro só o estado tem direito a exultar a programação de Natal. Um crime! Uma falácia!

Quem entende de programação natalina, com suas diferenças, são os cristãos e não o Poder Público que deveria ser laico. Até construir igrejas tem sido martírio para os religiosos, enquanto bares proliferam como ervas daninhas sem qualquer censura, incentivando violência doméstica e social.

Os evangélicos querem marchar pelo centro da cidade como sempre fez, pacificamente e com aprovação da população, e se concentrar na Praça da Bíblia, perto da Prefeitura. Mas, os assessores do prefeito, supõem-se, com aquiescência do mandatário, não autorizam. Aberração!

A Secretaria de Trânsito e Segurança com má vontade, enquanto deveria incentivar e ainda oferecer segurança, como fazem em programações mundanas, paradas gays, etc…Assim não dá! E o prefeito Carlos Casteglione que se diz católico deveria deixar de proceder como ateu.

O Estado não precisa ajudar, mas também não pode atrapalhar. Esta história de ordem na cidade, impedindo a pregação das Escrituras ao ar livre, como sempre aconteceu nos logradouros públicos do Município, pode ser interpretada como perseguição e discriminação religiosa. A Constituição Federal garante essa manifestação. E a marcha vai acontecer com ou se a autorização do prefeito. Cristão não é covarde!

Todo dia tem manifestação, algumas de sessão besteirol na Praça Jerônimo Monteiro. Quando se vai promover algo transformador para o bem da sociedade, como exposição de bíblias – proibida pelo prefeito -, o cristianismo é surpreendido por um capacho do demônio, ou de assessores a serviço dele, porque a luta é espiritual neste caso.

Prefeito, o senhor pode não precisar dos cristãos para se eleger, mas os cristãos também não precisam do senhor para cultuar e adorar a Deus, porque morrem a renegar o Mestre. Vai ter a marcha para Jesus. Vai ter o culto na Praça da Bíblia, ainda que seja sob chibatada.

Escrevo como um membro do povo de Deus e soldado de Cristo. E espero a convesão deste quadro sob pena de maldição maior cair sobre o governo de Vossa Excelência ao não respeitar as manifestações religiosas e desconhecer o Deus dos Exércitos.

Conclamo todos os profetas de Deus, homens de boa fé, discípulos de Cristo, para obedecerem ao comando do Espírito Santo, como orientou o Criador em Êxodo, quando o povo espremido entre o exército do faraó e o Mar Vermelho: “Diga ao povo que marche”!