Programa Mais Médicos é cortina de fumaça para financiar campanha da Dilma

*Jackson Rangel Vieira

A vinda dos quatro mil médicos cubanos para o Brasil, com falta de transparência, sem debate com a sociedade brasileira, está evidenciando uma cortina de fumaça para financiamento da campanha eleitoral d PT no Brasil. Afinal, por que não aplicar o projeto bilionário no SUS que é o símbolo da vergonha da Saúde brasileiro?

Os médicos receberão por mês, R$ 10 mil. Numa conta conservadora (e irreal, como todos sabemos), o governo ficaria com R$ 6 mil de cada um, perfazendo um valor mensal de R$ 24 milhões. Em apenas um ano, serão R$ 288 milhões de reais enviados a Cuba. Dinheiro que seria para o salário do trabalhador vai direto para a ditadura.

E, vale repetir, essa conta é a mais conservadora (e irreal). Como o valor é muito maior, uma conta mais próxima da realidade seria a seguinte: a ditadura cubana ficará com pelo menos R$ 28 milhões, totalizando anualmente R$ 336 milhões. Em três anos, Cuba terá embolsado mais de um do dinheiro do salário do médico.

Mas em véspera de eleição, está fortalecida a tese de que os médicos cubanos são cobaias para criar o factóide ideal de caixa dois para financiar campanha petista. Afinal, o mais leigo sabe que este programa não solucionará o problema da Saúde nos mais de 5.550 municípios.

A despeito da discussão jurídica da inserção de profissionais no mercado brasileiro e sua legitimidade dentro do poder discricionário da Presidência da República, o plano – assim deve ser chamado – insemina ato criminoso. A falta de transparência nessa migração por si já traduz maquiavelismo.

Do ponto de vista sociológico, os médicos que saíram da pequena Ilha poderão produz fenômenos sociológicos cômicos se não fossem trágicos. Com todo suposto monitoramento castrista, os médicos vão se perder neste Brasil continental, desertando-se da caverna de Platão. Vai ser uma história e tanto.

Será covardia, não inédita, a compra de votos com dinheiro esquentado pelo Governo de Cuba com essa traquinagem. Parece teoria da conspiração de filme, entretanto, tratar o tema com simplicidade, como se tivesse conteúdo ideológico de boa ordem para salvação da saúde, seria como considerar mentira a espionagem dos EUA.

Algo precisa ser ressaltado: grande parte dos médicos nativos foi correligionária e pediram votos para o PT Brasil afora. Mesmo assim, podem se redimir se politizando mais fora dos plantões e colaborando para a Democracia sonhada, sem disfarce, sem fascismo civil.

Sejam bem-vindos os médicos cubanos! Abaixo este falso regime republicano de nosso País!

Jackson Rangel Vieira é jornalista

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Médicos Cubanos fazem parte de plano para financiar campanha da Dilma

Carta Aberta Ao Prefeito Carlos Casteglione (PT)

*Por Jackson Rangel Vieira

Senhor prefeito de minha cidade, Cachoeiro de Itapemirim-ES,

Como, verdadeiramente dito, nos programas eleitorais gratuitos de televisão, Vossa Excelência confessou que não foi possível fazer muito e que precisava de segunda oportunidade para, talvez, cumprir as promessas de colocar o Municipio no ciclo histórico do avanço, creia-se, em todas as áreas das atividades humanas;

Tem-se, para tanto, não cometer erros do passado, como apadrinhar assessores e companheiros de partido mesmo maculados por práticas escusas de improbidade, com prejuízos imensuráveis aos cofres públicos. Agir como estadista e com austeridade em homenagem ao contribuinte;

De fato, nada de extraordinário aconteceu no primeiro mandato. A culpa externada por Vossa Excelência foi de gestões anteriores e das chuvas torrenciais de verão. O eleitorado aceitou a argumentação e renovou a procuração pelo instituto da reeleição. É de lembrar que o segundo mandato costuma ser mais difícil do que o primeiro, com exceções;

A população, depois desta eleição plebiscitária, será mais exigente com Vossa Excelência, justamente porque ela proporcionou o corte no tempo, rompendo com tradições, esperando o milagroso novo. A vida é cíclica! Excelência, diminua eventos de entretenimento com tendas e volte-se com estes recursos em investimento na periferia com o PAC ou que não seja criado;

Não tenha alma pequena quanto ao hospital materno infantil do Aquidabam. A vergonha de passar por tantas administrações não anula a beneficência do Hospital Infantil que dou o terreno. A direção não fez negócio para ser ressarcido e mudar a finalidade do nosocômio. E sabe-se, que os cachoeirenses não possuem hospital referência para as crianças daqui (Cachoeiro) e sul do Estado;

Dê um basta na relação incestuosa entre o Poder Executivo e Legislativo, em que se estabeleceu balcão de negócios. Cada um no seu lugar. Recusa-se a barganhar votação com cargos ligados aos legisladores. Moralize esta relação que deveria ser independente e harmônica. Não se deixe intimidar com ameaças de alguns que se elegem só para se locupletar do bem público;

Excelência revolucione! Amigo, amigo, Prefeitura à parte. Monte um corpo técnico e, claro, sério, para Cachoeiro Avançar Mais. Tente um caminho diferente do primeiro, sem buscar o atalho da malversação, mas a retidão que todos esperam do homem público.

De novo, o cajado discricionário está com Vossa Excelência! A esperança nos empurra para confiar. E o tempo dirá!

*Jackson Rangel Vieira, jornalista da Editora LEIA e presidente do Partido Progressista (PP)

Universidade de Brasília quebra sigilo do voto da urna eletrônica e prova que as eleições podem ser fraudadas

Luís Osvaldo Grossmann :: Convergência Digital :: 22/03/2012

* Por isso, países do primeiro mundo não utilizam o sistema de urna eletrônica – é violável facilmente por hackers.

Um grupo da Universidade de Brasília conseguiu quebrar a segurança da urna eletrônica, nos testes promovidos esta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eles conseguiram recuperar a sequência dos votos, – o que, ao menos em tese, permite violar o sigilo das opções de cada eleitor.

Formado por professores e alunos da Faculdade de Ciências da Computação, o grupo 1, dos 9 inscritos para os testes, teve sucesso em desfazer o embaralhamento dos votos e, assim, extrair uma lista que indica quem votou em quem. “Conseguimos recuperar 474 de 475 votos de uma eleição na ordem em que foram inseridos na urna”, revela o coordenador do grupo, o professor de Ciência da Computação da UNB, Diego Freitas Aranha, que fez doutorado em criptografia pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Originalmente o plano de teste previa a recuperação de 20 votos, mas o próprio TSE desafiou o grupo a resgatar 82% dos votos de uma fictícia sessão eleitoral com 580 inscritos – percentual que equivale à média de comparecimento nas eleições brasileiras. O professor Diego Aranha ressalta, no entanto, que a tarefa de violar completamente o sigilo do voto ainda está incompleta.

“Precisamos da lista externa de votação para chegar ao nome dos eleitores”, afirma. Como explica o coordenador do grupo, até aqui a equipe conseguiu determinar que o primeiro eleitor votou no candidato X, o segundo no candidato Y, e assim sucessivamente. Com a relação da votação – aquela que fica com os mesários – seria possível associar cada eleitor, pelo nome, ao votado.

A exemplo das edições anteriores dos testes, o tempo limitado de acesso à urna eletrônica – três dias, entre 20 e 22/3 – impediu avanços ainda mais significativos na quebra da segurança do sistema eletrônico de votação. Diferentemente das versões anteriores dos testes do TSE, desta vez o tribunal permitiu acesso ao código fonte da urna – ainda que com restrições durante a fase de preparação dos exames, que antes de iniciados passam pelo crivo da Justiça eleitoral.

Apesar de festejar o sucesso na experiência, o grupo ainda não pode revelar os detalhes do feito – o TSE exigiu um compromisso de que apenas informações preliminares fossem divulgadas antes do relatório final com as considerações do próprio tribunal. Além do professor Diego Aranha, o grupo é formado por Marcelo Monte Karam, André de Miranda e Felipe Brant Sacarel.

Fonte: Convergência Digital

Doações de candidatos serão acompanhadas em tempo real

             

              O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a Polícia Federal vão anunciar um plano para combater doações ilegais nas eleições, a partir de uma força-tarefa que vai acompanhar, em tempo real, as contas de campanha de candidatos e partidos através de um sistema já utilizado contra o crime organizado, conhecido como LAB-LD (Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro).

               A medida inédita tem o objetivo de rastrear eventuais anomalias nas movimentações financeiras no período eleitoral e reduzir brechas para atos ilícitos que, até agora, eram analisados somente após o pleito. O mais poderoso instrumento para deter o caixa dois será uma ferramenta de combate à lavagem de dinheiro, que já foi disponibilizada ao TSE pelo Ministério da Justiça.

               O LAB-LD é um conjunto de softwares e hardwares, desenvolvido em parceria com o Banco do Brasil, que permite o cruzamento infinito de dados. O sistema foi utilizado pela polícia para rastrear possíveis contas suspeitas do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que age nos presídios paulistas.

               Nas eleições, será possível mapear, por amostragem ou em casos específicos, as contas de candidatos e partidos e acompanhar manifestações atípicas. Como o TSE também tem convênio com a Receita Federal, será possível cruzar os dados “on-line” e detectar se as contribuições de empresas ou pessoas físicas foram feitas dentro do limite legal.

 Fonte: Ministério da Justiça, TSE, Polícia Federal