Evangélicos X Católicos

 

Nestas eleições, Deus está tendo uma participação incisiva na cabeça dos religiosos. Papel menos nobre está figurando os “evangélicos”. Enquanto os católicos não abrem mão de seus dogmas, os “protestantes”, divididos, promoverem passeatas em favor da petista Dilma Roussef.

 Afinal, os chamados “crentes” querem virar partidos políticos – algumas siglas são deles -, para defender o que? Cargos públicos! Leio os jornais e me entristeço, vendo pastores se propondo organizar fóruns para estabelecer estratégias de campanha. Os cristãos têm dificuldades até para organizar cruzadas para evangelizar, sua função precípua, mas se arvoram em distribuir santinhos de homens! O poder infernal subiu à cabeça dos sacerdotes.

 Jesus Cristo só não se remove no túmulo, porque está vivo, ressuscitou! Elas por elas, os católicos estão sendo mais sensatos neste momento histórico. Listaram valores absolutos e orientam as ovelhas não votarem contra estes princípios. Os evangélicos não descriminalizaram nada e querem defender a candidata Dilma Roussef sem fundamentação e, alguns, porque estão coligados partidariamente. Evangelho tosco.

 Mas, segundo a Palavra de Deus (Mateus 24:24), nada disso, politicagem, é para surpreender os eleitos. O pior está por vir. Quem é cidadão do céu, bem verdade, tem sede e fome de justiça, mas não de defender a dubiedade, o poder vigente e sua força. Não vi evangélico se indignar com a corrupção renitente. Os católicos, além de não permitirem seus sacerdotes se candidatarem, não fogem ao exercício de cidadania e nem pregam que seus fiéis devam ser alienados.

 Os católicos erram, também, e se deixam contaminar por forças politiqueiras, mas não falo das exceções. Os evangélicos, confesso não gostar muito desta designação – prefiro cristão -, envergonharam-me nas eleições de modo geral. Vi pastores, depois do culto, fazendo boca de urna, completamente a paisana, sem a autoridade eclesiástica. Ruborizei. Não radicalizo a participação de religiosos na política, contudo necessária seja uma inserção com motivos nítidos para maior agressividade de luta.

 Se há esta fundamentação de indicar candidatos, aos que parece, não está do lado pelo qual se ajuntam “caciques”, donos de ovelhas. Em linhas gerais, sem questionar o Reino de Deus e sua Justiça no coração de quem quer seja, mas, os católicos estão, no País, demonstrando como se defende causas em favor da Igreja, enquanto os evangélicos patinam nos misticismos messiânicos.

Escreves isto porque você vota em Serra? Não, porém revelo que não voto em Dilma!

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A fatura eleitoral já está quitada no Espírito Santo

                Em meio à eminência parda, governado Paulo Hartung (PMDB), que se valeu do acaso para receber méritos indevidos, as eleições do Espírito Santo estão definidas nas majoritárias. O governador será Renato Casagrande (PSB) e os senadores serão Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PMDB).

               A popularidade do governador não conseguiu conter o progresso de Casagrande antes do abril sangrento para Ricardo Ferraço, então candidato ao Executivo. A quem pense ter sido uma estratégia de PH a retirada forçada do vice-governador por desconhecimento dos bastidores.

              Foi o acordo do PSB com o presidente Lula, para saída de Ciro Gomes da concorrência de Dilma Roussef, envolvendo cinco Estados da federação com os socialistas na cabeça, entre eles o capixaba, determinou o factóide da fatídica substituição de candidaturas.

              O senador Magno Malta manteve-se coerente na sua posição de não ceder ao governador, disposto a disputar com o próprio, permanecendo o quadro eleitoral da época. Nisto sim, não havia combinação vertical: Paulo Hartung se retira do pleito para o Senado.

              Ricardo Ferraço, que foi a Brasília receber o novo mapa estratégico eleitoral do Espírito Santo, foi privilegiado para pleitear o novo cargo ao Senado, pois ficou no ar um clima de gratidão obrigatório do eleitor para com ele. Em tese, teria sido vitimado.

               Luiz Paulo Veloso e Rita Camata, respectivamente candidatos a governador e a senadora, pelo PSDB, não souberam  aproveitar a torre de babel gerada naquela ocasião de desentendimento do que chamavam de “condomínio do poder”. Tersiverjaram.

               Tudo que está sendo feito nas eleições majoritárias pelo lado contrário ao capitaneado por Renato Casagrande, resume-se em esforço, suor, transpiração, legítimo, mas nada que supere a inspiração e talento. Claro, com um pouco de sorte e muita competência.

 

IBOPE: Casagrande, Magno e Ferraço bem na frente

Casagrande, Ricardo e Magno: unicidade inquebrável

 

 

A chapa majoritária composta por Renato Casagrande (PSB), a governador, Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta, a senador está consolidada como casa construída sobre rocha. Nenhuma imaginação, nem sob efeito alucinógeno,  conseguirá desenhar quadro alternativo.

 Riscou-se nos bastidores, em estilo surrealista, factóide com chapa clandestina entre Rita Camata (PSDB) e Ricardo Ferraço, água e vinho para o eleitorado de ambos, com objetivo velado de tentar emagrecer a candidatura à reeleição do senador Magno Malta. Maldade sem viabilidade!

 A unicidade está administrada pelo senador Renato Casagrande e solidarizada pelos dois candidatos a senadores. Possuem Comitê Centra Único, discurso de reciprocidade à luz do dia, com clara disposição de apresentar suas bandeiras e preparados para o confronto em curso.

 Ao que parece foi feito pacto de lealdade de forma nenhuma força exterior ou estranha, mesmo supostamente amiga, poderá detê-lo do objeto em comum. Delimitaram território e o ciclo é impermeável, contra doenças eleitorais, geralmente, atacam sistema imunológico.

 Casagrande, Ricardo e Magno forma um trindade que simbolicamente estabeleceram para os eleitores a unicidade de propósitos bem definidos: transmitir aos capixabas as bandeiras e planos de luta por um Espírito Santo melhor, sem se curvar a discursos adversários.

 A tônica da chapa majoritária – estive com os três pessoalmente numa reunião de trabalho – é propagar verdades sobre propostas e demolir inverdades, tudo dentro do campo das idéias. Em breve, em todo o Estado, posteriormente na propaganda de televisão, ferramentas sócias na internet, a visualização deste texto ficará mais fixado e ressaltado no consciente coletivo.

 De norte a sul, de leste a oeste, os três caminham a passos firmes e largos, fincando suas bandeiras. Pela primeira vez, percebo unidade tão gritante: Tanto Ricardo quanto Magno mantém o mesmo discurso de Palanque: “Se não votar nele, não precisar votar em mim”.

 A despeito de todas as estratégias horizontais ou verticalizadas, os três já pactuaram uma união própria de irmãos. O que atingir um, atinge o outro. Um por todos, todos por um. É o aviso aos maquiavélicos de plantão, que pensam em dividir para reinar.

Conselho de Pastores esclarece que é apartidária