Os “Evangélicos” estão matando Deus

*Jackson Rangel Vieira
 
Os evangélicos inventores da pirotecnia gospel com repertório para todos os gostos de pessoas religiosas estão matando Deus. Subtraíram a espiritualidade e inserirem a religiosidade com dosagens fortes de emoção no rito, com superprodução de palestras sem nenhum compromisso com a invocação do Espírito Santo.
 
Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo e Bíblia se transformaram retórica de conferencistas e levitas comprometidos com o mercado gospel, aonde rola muito dinheiro e enriquecimento ilícito, sob a proteção do Estado. Deus definha no coração de compradores desta “fé” que se esfria dia-a-dia. A humanidade, criatura, se rebela contra o Criador.
 
As Igrejas feitas pelas mãos de homens são point de pessoas que conhecem a Deus, mas sem submissão. Vale-se de uso e costumo para uma satisfação interior programada para manipulação e sugestão por sacerdotes que se especializam mais na psicanálise e psicologia em detrimento da teologia do Reino de Deus. Holocausto espiritual!
 
O caminho está cada dia mais estreito no pós-modernismo. Transformaram o lugar santo em palco de shows. Chamados homens de Deus não vivem mais pela fé, antes pelo vil metal em contratos de conferencistas e pastores escalpelando os incautos negligentes em conhecer a vontade do Senhor pela simplicidade da Graça em Cristo. A ordem do culto, tanto é assim, primeiro os efeitos especiais. Por último, em ínfimo tempo, a Palavra.
 
A ofensiva dos falsos profetas, alguns estão caindo em desgraça para vergonha da Igreja. Por todos os lados, ensinado fábulas e filosofias vãs, negando a misericórdia e compaixão aos sedentos da Salvação. Estão matando Deus da presença do ser humano, mas nunca a criatura que está determinada a se tornar nova: filho e não bastardo.
 
 *Jackson Rangel Vieira é jornalista e evangelista
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Nossa responsabilidade diante do céu e da terra

*Por Jackson Rangel Vieira

Há um erro crasso no meio cristão. A intervenção espiritual por parte de Deus ou dos adversários só acontece com o consentimento do seu livre arbítrio.

Por isso, não devemos demonizar e nem endeusar tudo no mundo secular, depositando as ações e os efeitos como resultados do mal ou do bem, senão, o certo, deveria você se convencer como principal agente livre para tomar as decisões e assumir as responsabilidades.

Logo, não culpemos nem a Deus e nem ao diabo, muito menos seu semelhante pela construção de sua vida. Invoque a Deus, então ele atenderá. O mesmo vale para as demais potestades celestiais.

Somos seres especiais do Criador, feitos à Sua semelhança no caráter espiritual. Tome seu destino para si e não se deixe negligente por falta de conhecimento dos portais sob o caminho em que deseja trilhar.

A Religião e o Estado servem ao mesmo Deus

Por Jackson Rangel Vieira

O conflito entre o Estado e a Religião sempre existiu e existirá ainda que em tempos remotos a separação tenha se estabelecido como forma de separar a Igreja intrometida do Estado manipulador.

O termo “muro de separação entre Igreja e Estado” está escrito na carta de Thomas Jefferson para a Associação Batista de Danbury, em 1802. Contudo, a chamada era papal, foi a mais contundente parceria entre Igreja e Governo.

A igreja determinava o tipo de governo dos imperadores, reis e gestores pela força de sua influência sobre o povo fiel e ignorante. Com isto, o Estado se respaltava no credo para espoliar e manter a ordem numa relação incestuosa.

O Brasil foi uma colônia do Império Português de 1500 até a independência do controle de Portugal em 1822, período em que o catolicismo romano era a religião oficial do Estado. Com a ascensão do Império do Brasil, embora o catolicismo mantivesse seu status de credo oficial subsidiado pelo Estado, às outras religiões foi permitido florescer, visto que a Constituição 1824 garantia o princípio de liberdade religiosa.

A queda do Império em 1889 deu lugar a um regime republicano e uma nova Constituição foi promulgada em 1891, ronpendo os laços entre a Igreja e o Estado; ideólogos republicanos, como Benjamin Constant e Rui Barbosa, foram influenciados pela laicidade na França e nos Estados Unidos. A separação entre Igreja e Estado promulgada pela Constituição de 1891 tem sido mantida desde então.

A atual Constituição do Brasil, em vigor desde 1988, assegura o direito à liberdade religiosa individual de seus cidadãos, mas proíbe o estabelecimento de igrejas estatais e de qualquer relação de “dependência ou aliança” de autoridades com os líderes religiosos, com exceção de “colaboração de interesse público, definida por lei”.

Mesmo com todo este histórico de transição de uam religiào estatal, a Igreja, agora, com variantes denominações além cotolicismo, a prática é de uma aliança, ainda, muito forte, aos olhos vistos e notórios nos períodos eleitorais. Os políticos, em quase sua maioria, buscam nos sacerdotes em geral o chamado apoio político. Ou seja, não é laico no período eleitoral e depois mantém aparente equidistância.

Os protestantes ou evangélicos avançam em quantidade de fiéias no Brasil, Páis mais católico do mundo, com ambos os segmentos se inserindo em discussões do Estado para proteger seus interesses, às vezes até em condição ecumênica no Congresso Nacional, em causas morais. A verdade é que o Estado é laico, mas professa sua fé.

Esta separação de fato nunca existirá porque o Governo não é um aparelhamento subjetivo e inanimado, antes representado por pessoas com DNA espiritual, logo religioso, e submisso a uma ordem natural que se estabelece além de Constituições e suas cláusulas pétreas. Não existe Igreja sem Deus e também não existe Governo sem permissão de Deus. Simples assim!

Para ouvir com a alma e com o espírito em liberdade

Diário de Um Evangelista: Que queres de mim?

Chega momento da vida cristã, em alguma parte da caminhada, em meios a promessas e experiências celestiais, com a carne lutando contra o espírito e nessa luta sem trégua, ora vence um, ora vence outro, o templo de Deus na forma humana entra numa crise espiritual. No silêncio do Senhor remove a existência dos filhos do homem a este ponto, da fé ser questionada pela dúvida.

O tempo passa, e o seu servo se abate pela dúvida por causa da incerteza da vontade de Deus para sua vida, ainda que tenha a certeza da vitória, prometida pelo o Filho Jesus Cristo. A impotência do crente diante da vontade do Criador não significa a ausência de fé, ainda que o interrogatório sobre a alma seja paradoxal, pode e deve representar o poder de Deus que se reveste, justamente, na fraqueza.

As provações de Deus e as tentações do diabo são dosagens celestiais acima daqueles que não conseguem andar em espírito e verdade. E aos que conseguem, suportam o flagelo, solitariamente. Da parte de Deus, a gente recebe com dor e amor a correção e o aperfeiçoamento. Da parte do inimigo, nós suportamos com desconfiança, porque se testa a lealdade e intimidade com o Senhor.

E quando se passa pelo terceiro céu, na unção de Jeová, é para dar glória e louvar Santo, Santo, Santo, numa alusão da trindade e seu domínio por todas as dimensões sobrenaturais e metafísicas. Mas quando se passa pelo vale da sobra da morte, o peregrino se esforça pelo Espírito Santo, orando para que este não esteja fosco, para ultrapassar os laços do passarinho e as sombras do maligno, intacto.

Nas duas situações, prostrando diante do Altíssimo, ou lutando com a armadura de Deus contra as hostes malignas, com suas potestades e legiões, quase sempre se sai aleijado. Se a luta é com Deus, como lutou Jacob, a benção foi dada e as marcas de Cristo justificam o embate. Porém, se a guerra se trava contra o inimigo, não se pode sair manco, porque não se devem carregar as moléstias de Satanás para testemunho dos que devem ser salvos.

Entre uma luta e outra, entre o céu e as chamas do inferno, o crente, como eu, pergunta-se: qual o prazo de minha validade neste mundo? E enquanto aqui estiver, neste tabernáculo terrestre, que desejas de mim Senhor, além da minha humilde e limitada capacidade de entender a Tua vontade? Sim, por mais que busque, achamos que não se encontrou o limiar da glorificação como se não tivesse iniciado nem trilha da santificação. Assim, me sinto, entre a primeira pessoa do singular e do plural, que queres de mim?