13 Vereadores de Cachoeiro votaram contra a CPI

Fatos determinados foram apresentados para abrir investigação contra o prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione (PT)

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13 Vereadores de Cachoeiro votaram contra a CPI

Câmara de Calados em Cachoeiro-ES

*Jackson Rangel Vieira

Há mais de uma década eu escrevi artigo com este título. E naquela época o Poder Legislativo ainda balbuciava. Esta Casa de Leis pode ser considerada a pior de toda a história. Sou testemunha ocular. Faço cobertura da Câmara de Vereadores desde os 18 anos, há 31 anos.

Salvado um e outro, os mandatários na sua maioria são malandros de carteira assinada pelo Executivo. Venderam-se em troca do silêncio absoluto. O prefeito Carlos Casteglione (PT) costurou os lábios depois de corta a língua. Por migalhas, os parlamentares Cachoeiro de Itapemirim-ES aceitaram cargos para familiares e a cabos eleitorais em troca de suas atribuições.

Vereador na cidade de Roberto Carlos, o” Rei”, só serve para colocar nome de rua, promover sessão solene e votar de olho fechado nos projetos do Executivo. As duas principais atribuições constitucionais foram negociadas e mutiladas para todos que as trocaram por uma prato de lentilha.

Jackson Rangel, você só critica e é um exagerado! Podem dizer os ofendidos de carapuça com a claquete petista. Então fechamos lá,  se procede tal vilipêndio. O prefeito tem uma dezena de improbidades de origem do Ministério Público, acatada pela Justiça em primeira e segunda instância. Logo, por analogia, tem-se no, mínimo, uma dezena de fatos determinados para abrir ao menos uma Comissão Processante. Eu pergunto! Existiu alguma CPI para investigar as denúncias de fraudes em licitações e outros crimes? Não, não tem!

E pior! O Executivo legisla 100% mais do que o Legislativo. Montesquieu, assim, revira no túmulo. Querem saber mais? Como pode uma Câmara bandida, com poucas exceções, fiscalizar um Executivo mais bandido ainda. Isto é corporativo marginal, de quadrilha organizada. São irmãos siameses.

Lá na Câmara está cheio de funcionários fantasmas, com nepotismo cruzado entre gabinetes de parceiros, e claro, a comercialização dos votos e posturas políticas com o Executivo para abrigar parentela e cabos eleitorais. O promotor Rodrigo Monteiro bem que tentou dialogar para que os vereadores se convertessem e depois influiu para instalar o sistema biométrico – confirmação eletrônica de presença – a partir de primeiro de agosto na Câmara. O representante do MP confessou a existência de fantasmas e disse que muitos vão pedir exoneração com a proposta biométrica. Ledo engano!

Ministério Público,  a direção da Casa tramou com esperteza – inteligência é outra coisa -: há três meses migração de funcionários da Câmara para o Executivo ( cúmplice) e vice-versa para adequar a quantidade de servidores com o ponto eletrônico. E para manter o acordo entre partidos na partilha de cargos dentro do Legislativo por conta da Presidência, o prefeito está rebolando para atender a base aliada dos calados.

Numa Democracia Republicana pura, estes vereadores seriam cassados pela Justiça, principalmente a mesa diretora e o prefeito. Tanto por crimes de lavagem de dinheiro nestes quatro anos e meio, criação de Caixa Dois para reeleições e financiar os parlamentares , asseclas, sem cordas vogais, de lábios costurados. E claro! Vigaristas transvestidos de anjos. #JustiçaFaçaAlgumaCoisa.

*Jackson Rangel Vieira é jornalista

O mundo fantástico do bastidor político. Sacanagem pura!

jornalista vem observando cada dia a degradação da classe política e a hipocrisia reinante no mercado do poder

 

Não entrarei no mérito sobre inocência ou não de políticos envolvidos em situações imorais, antiéticas, em processo judicial em curso. Mas, até no ato político de cassação da vereadora Arlete Brito, do PT, os bastidores são mais repugnantes do que a própria ação em julgamento.   

Digo, e tenho como provar. Não é só a vereadora que ensaiou a prática de “rachid” na Câmara de Cachoeiro de Itapemirim. O caso dela ficou no campo da teorização, porque o crime na sua plenitude não foi consumado, até prova-se em contrário, mas de outros sim.   

Agora, consumada sentença recorrível, eu posso confirmar: vereadora estava certa quando disse que a maioria pratica este ilícito no mesmo sentido de subtrair vantagem, alguns usurpando o erário, o que não foi no caso dela. Não desnunciando o denunciado. Estou acrescentado verdades.  

A cara de pau de alguns foi tão grande, votando pela cassação, mesmo sabendo, com consciência, possivelmente cauterizada, ser adepto de práticas mais pusilânimes contra a instituição e a moralidade. A cultura da corrupção não é fácil de ser erradicada.   

Nas votações polêmicas, com exceções, parlamentares querem vantagens: um, para votar pela cassação, pediu a CIRETRAN-ES do Município. Outro, para não cassar, pediu R$ 50 mil. E outros, entenderam buscar o colo de deputado influente para se safar de processos no Tribunal, supostamente “amigo” de desembargador.   

Mas esse processo de barganha em votações polêmica não vem de agora. Acompanho a Câmara de Vereadores desde os 18 anos de idade quando comecei o sacerdócio de jornalista. Ali, é dinheiro, cargos e poder. Tem sexo no meio, menos. A grande parte de seus habitantes gosta de dinheiro e poder.   

Uma vergonha! Descaramento! Arlete já foi cassada, notoriamente, era uma realidade irreversível, mas ela não estava errada. Muitos praticam atos piores de imoralidade. Arlete foi belo bode de expiação para as culpas do mercado político, achando que o MP e a Justiça, com isso, ficam saciados. Este artigo está apenas dizendo que a ferida não foi fechada com a cassação dela. Pelo contrário, abriu mais.   

Como sempre, o leitor poderá pensar o jornalista não tem como mencionar nomes: pelo passar do tempo, seria uma idiotice pensar assim. Posso citar vereadores que foi useiro e viseiro de prática de “rachid”, e o deputado que tenta ajudar estes contaminados com desembargadores supostamente a sua mercê.   

 E muito mais. Até um vereador que levou R$ 30 mil de um caixa dois de um então prefeito que apoiava um candidato a deputado federal que perdeu, além de exigir seus cargos imexíveis. O Ministério Público; Policia Federal; e Justiça só enxergam o que a imprensa tem denunciado, mas se fizessem operação conjunta de cruzamento de dados, com quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico, facilmente mandaria prender uma meia dúzia, no mínimo.   

Quando escrevo artigo assim, geralmente aguardo, justamente, o mais “puritano” se manifestar, vociferar, por experiência, é o mais culpado. Fico mais estimulado. Então, gosto de entrar em ação como jornalista desafiado. Mas, a hipocrisia, embrulha-me o estômago. E estou na fase de escolher meus amigos. E não o contrário, por tanto, qualquer debate em areópago é um diversão pela verdade. Vou continuar e não paro. Só a morte atmosférica.

Câmara melhor avaliada do que o Executivo em Cachoeiro-ES

Se eu fosse católico apóstolico romano, teria de rezar mil Aves Maria e 10 mil Pai Nosso por dia, como penitência por ter ajudado a eleger o prefeito Carlos Casteglione, um dos petistas mais vaselina já conheci por ai. Mas, sou evangélico. Já pedi perdão a Deus, porém as conseqüências ficam como provação optada pelo livre arbítrio, mesmo de boa fé. E anotem: com popularidade tão baixa, no fundo do poço, a Câmara de vereadores recebe melhor avaliação do que o Executivo, como anunciara antes neste mesmo espaço. Para vergonha (se ele tem), do morador do Palácio Bernardino.

Não adianta assessores sugadores de bolsa escrotal acalentar o “reizinho” de haver tempo para se recuperar com a mesma equipe e mesma mentalidade. O chamado “jeito petista de governar”. Se Lula optasse por esse estilo, nem se falaria em Dilma Rousseff. Lulismo é diferente de petismo. Fiquei mais envergonhado de ver o bispo da cidade e o padre político, oferecendo esperança como se estivéssemos no tempo em que opinião de clérigo era mandamento. Ambos verbalizando engodo e uma mula defecando, neste caso, dão no mesmo. Apoiando gestão forjada e alimentada na improbidade administrativa.

O padre Rômulo Zagotto teve a coragem, ao lado do Bispo, de declarar ter acabado o tempo em que as obras apareciam da noite para o dia sem consulta popular. Por acaso, ele pediu opinião à sua paróquia para autorizar o então prefeito Theodorico Ferraço (DEM) encomendar a reforma do seu apartamento pelo empreiteiro Pedro Turine, ao lado da basílica São Pedro? Vai confessar padre! E bispo, conselho de jornalista, sai dessa politicagem. Celebra missa e evangeliza o povo sofrido. O senhor está mal acompanhado e não conhece antecedente ou não quer conhecer de índole de seus subornados e subordinados.

Quanto à Câmara de Cachoeiro de Itapemirim, ela será mais bem avaliada do que o prefeito foi – 80 % da população não acredita que ele cumprirá promessa, ou seja, não confia no “menino”, “pau-mandado”, como diz a vereadora Arlete Brito. Contudo, bom se diga. A pesquisa foi realizada antes deste escândalo do “Rachid”. A vereadora, enquanto existir no meio político, será cancro dentro do Legislativo e dentro do PT. Ninguém se salvará. A desmoralização e falta de credibilidade já se estabeleceram na opinião pública.

Tenho dúvidas sobre a conduta de alguns vereadores a respeito da celeridade na punição da protagonista do escândalo. Paralelamente, o Ministério Público deveria mesmo agir, com rigor, como vem fazendo pelo Brasil afora, de forma pedagógica, pois o corporativismo político sustentou durante muito tempo seus pares corruptos em flagrante delito.

Enfim, alguém faça alguma coisa! A Imprensa não é polícia, nem promotor, nem juiz e muito menos carcereiro.

Vereadora coloca vereadores como “farinha do mesmo saco”

A vereadora Arlete Brito, do PT, exonerada da Secretaria de Habitação e Trabalho – ato digno do prefeito Carlos Casteglione, também petista, em aceitar o pedido ou de exonerá-la – , na gravação inquestionável acusa todos os vereadores desta Legislatura de praticar a corrupção ativa de surrupiar salários e tíquetes alimentação de assessores. A não cassação da parlamentar será seu trunfo para comemorar que “política se faz assim mesmo”.
O prefeito usou de astúcia, jogando o “abacaxi” para o Legislativo, fórum do escândalo protagonizado pela vereadora. Carlos Casteglione fez como Pilatos, lavou as mãos. Só, que nessa história, o Cristo é o povo. Ladrão Barrabás, a própria vereadora. Os fariseus podem ser seus colegas, dependendo do comportamento de omissão ou condescendência. A verdade só tem um lado, mesmo alguns sofistas tentando relativá-la.
Se algum pusilânime vereador argumentar ser de responsabilidade do Ministério Público a matéria “internas corpuris”, deveria ser igualado ao nível moral e ético da vereadora que tripudiou sobre a direção da Casa ao dizer estar “cansada de levar no c…, mas tem um pau mandado” de sua indicação, numa baixaria de fazer corar o contribuinte mantenedor dos salários dos parlamentares honestos e desonestos.
Se a vereadora provar sua acusação de todos praticarem a usurpação de direito de servidores em benefício próprio, o Ministério Público, a Justiça e a Polícia, então sim, deveriam fechar a Câmara por nenhuma serventia e ter se transformado em antro e covis de salteadores da boa fé. Particularmente, acredito na maioria dos vereadores e sua honestidade de propósito. Tudo isto acontece justo no momento em que Legislativo é mais bem avaliado do que o Executivo.
A prisão do governador distrital, José Arruda, foi pedagógica, por da Justiça, porque a Assembléia estava conivente e mais da metade de contaminada com o mensalão. A vereadora Arlete Brito, por tanta impunidade, deve acreditar na pusilanimidade dos seus colegas e na sua tese de todos “serem farinha do mesmo saco”. Este momento político de Cachoeiro está se transformando no período mais negro da história.
A cassação da vereadora poderia ser pedagógica, pois ir presa, dificilmente, irá. Nem pelos seus antecedentes como sindicalistas, nem pela incestuosa orgia familiar no poder pública com aquiescência de seu partido, o mesmo que facilitou desmascará-la por ser uma política de “goela larga” e inconveniente dentro do centro de decisões do PT. Seus companheiros não vão confessar a traição, mas como não sou petista, posso relatar os fatos como exatamente são.
Este escândalo é a ponta do novelo de crimes encobertos e abafados outros em instâncias de vários níveis. O diretor de Patrimônio e Segurança, sempre considerado homem honrado, numa circunstância de indicação como “pau mandato”, no mínimo, para manter a dignidade, deveria pedir para sair e cuidar da família a virar chacota e brinquedo de vereadora sem escrúpulo que não gosta de tomar naquele lugar se não receber favores Ilícitos.
O que dizer mais se a parlamentar deixa o marido e a filha participar de uma conversa imoral, como se fosse norma até as expressões que no tempo de meus pais, lavava a boca com sabão se fossem pronunciadas. Fico por aqui, sabendo de muito mais!