Rodrigo Coelho passa a bola para o Professor Léo em 2016

Rodrigo coelho

Rodrigo não será candidato a prefeito pelo momento horrível do PT

Quem estava ensaiando o coro “fora forasteiro”, poderá se poupar do esforço. Rodrigo Coelho, deputado estadual do PT, de Bom Jesus do Norte, vai abrir mão de se candidatar a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES em favor do vereador Leonardo, conhecido como professor Léo, do seu partido.

A condição do corpo mórbido do PT inviabilizou a pretensão do parlamentar, querido do governador Paulo Hartung (PMDB) para administrar a cidade de Roberto Carlos.

Em conversa com o ex-prefeito Roberto Valadão, peemedebista histórico, PH sondou a possibilidade de apoio a Rodrigo. Valadão disse nem pensar o PT.

Entretanto, na réplica, o governador aventou a possibilidade do deputado entrar no PMDB, então Valadão recolheu a negativa, probabilidade remota, porque para aonde andar Rodrigo, lá na testa estará a “marca de caim”.

Em síntese, vendo o tabuleiro, Rodrigo Coelho optará por um acordo para se tornar no futuro presidente da Assembleia Legislativo. Ele prefere dar essa volta para seguir seu projeto político sem prejuízo de prestígio.

O Professor Léo, por sua vez, já assumiu o personagem de candidato do PT para as próximas eleições com apoio declarado do prefeito Carlos Casteglione, o pior Chefe do Executivo da história do Município.

As condições são diferentes para o vereador: ele ficará com o negativo da foto. Não terá a estrutura econômica e  nem apoio político à disposição do deputado Rodrigo Coelho. Tem seu pessoal dentro da administração e terá missão árdua carregando o caixão do prefeito.

Nem tudo está ruim para o parlamentar municipal e suas pretensões de construir uma carreira política sólida. Dependendo dos resultados das eleições de 2016, Léo pode até se tornar deputado federal pela sua coligação que lhe confere suplência possível de se tornar titular.

Sobre o futuro de Casteglione, outro tema de artigo futuro, algumas lideranças da Igreja Católica, sob auspícios do padre Rômulo, negociam com a oposição trégua nos discursos eleitorais e pós mandato.

Querem contrato com cláusulas complacentes e lenientes, amenizando denúncias pesadas e admitindo apenas críticas suportáveis.

Os adversários ficariam censurados das palavras “ladrão”, “bandido”, entre outros impropérios comuns na boca do povo. Essa conversa está em curso nos bastidores. Uma saída honrosa. Difícil, hein!

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Casteglione, o pior político do mundo, vence PF, MP e Judiciário

Carlos Casteglione pertence ao mesmo arraial petista comandado pelo ex-presidente Lula

Carlos Casteglione (E) pertence ao mesmo arraial petista comandado pelo ex-presidente Lula

Pode ser colocado no campo do mistério, mas o pior político da história de Cachoeiro de Itapemirim – no cumprimento do segundo mandato sequencial -, Carlos Casteglione (PT), nunca foi afastado e nem preso, mesmo metendo a mão, com uma quadrilha qualificada, nos cofres públicos. A Câmara é o quintal do Executivo. Nada de investigação.

Sua vida pública espoliou a cidade e matou muita gente com negligência e crimes na gestão pública, as dezenas de processos de improbidade são inócuos e seus denunciantes são arautos no deserto. Ele consegue passar a imagem de padre para a Polícia Federal, o Ministério Público e para a Justiça.

Enquanto prefeito lá do grotão do Estado é afastado e até preso por investigação pela Polícia Civil, Casteglione passa incólume no corretor dos escândalos. Uma coisa é certa, tem “costas quentes”, protegido pelo poder econômico. São incontáveis os secretários que passaram pela sua gestão, alguns acusados frontalmente de corrupção ativa.

Ele é um fantasma para o povo. Sem um único feito de relevância e um comboio de escândalos. Ninguém nem mais se lembra da operação “Moeda de Troca”, que em outra paragem custou a prisão do Chefe do Executivo de Santa Leopoldina, empresários e vários agentes públicos. O Ministério Público classificou o esquema de sofisticado com tentáculos musculosos em Cachoeiro-ES, mesmo “modus operandis”, (relatório do MP).

Carlos Casteglione foi o engodo criado em laboratório mais pernicioso da história cachoeirense. Inventor do nascimento do deputado estadual Rodrigo Coelho (PT) por fraqueza de personalidade política. O parlamentar, hoje, é forte pré-candidato a prefeito de Cachoeiro, sendo forasteiro, contudo com a mala cheia de dinheiro para chegar lá.

Casteglione tinha como se protetor ex-prefeito de Vitória-ES, João Coser, então ícone do PT. Pasmem, contou e conta agora com o apoio do governador Paulo Hartung (PMDB). Há de se reconhecer, um enigma a ser decifrado. Talvez, como homem religioso, tem fé em “corpo fechado”. Nenhum mal pode lhe ser acometido. Há, de fato, quem creia, desafiando todos guardiões da moralidade.

Segunda-feira, dia 19, ele recebe o senador Ricardo Ferraço (PMDB) no Palácio Bernardino, para anunciar recursos para a área da Saúde. Evento como este não pode ser feito em lugar aberto. Casteglione sempre corre perigo em situação flexível assim. Sobre ele, o povo tem reagido com instintos primitivos. O xingamento agudo é o principal assovio.

Secretários, ligados a Magno Malta, não largam cargos em Cachoeiro

Uma decisão que oxigena a vida pública

Pergunta-me o jornal sobre o que achei da decisão do eminente Juiz Robson Louzada sobre a anulação das nomeações temporárias e, ao mesmo tempo, em que determina a nomeação dos concursados que conseguiram classificação, mas que não foram aproveitados no concurso.  Concurso este que ainda está vigor.

Respondo. A decisão do magistrado, pelo que li no jornal – não tive acesso a ela, por enquanto – está rigorosamente compatível com o que determinam a lei, a jurisprudência e a doutrina. Entendo, no entanto, pelo menos em tese, que tal decisão deverá abarcar todos os candidatos aprovados em concurso e que, de forma sub-reptícia, foram substituídos, injuridicamente, pelos contratos temporários. Será que a municipalidade acabará, em determinados casos, aproveitando de sua própria torpeza ao contratar temporários e alegar, em contrapartida, que não existem vagas criadas por lei? Ora, se houve o contrato é porque existem vagas. 

Aliás, como lembrava Geraldo Ataliba, de quem tive a honra de ser aluno, mesmo no nível constitucional, há uma ordem que faz com que as regras tenham uma interpretação e eficácia condicionada pelos princípios. Entre elas existe uma harmonia.   

Só peço licença, caro leitor, para examinar se a decisão do magistrado – repito: não a li – abrange a todos os candidatos aprovados e que, em verdade, passaram da situação de expectativa de direito para ostentar a de direito líquido e certo. Aliás, é necessário que se diga, os tribunais superiores já pacificaram a matéria. Tudo que contravenha à Constituição é injurídico.

No caso específico, a própria municipalidade reconheceu a existência de vagas superiores às previstas no edital. Em sendo assim, por consequência, estando o concurso com seu prazo de validade garantido, a compreensão é que o candidato deixa de ter mera expectativa de direito para adquirir direito subjetivo à nomeação para cargo a que concorreu e foi habilitado.

Evidente – e não posso esconder isso – que fomos procurados, em busca de aconselhamento, sobre o assunto. Disse, com todas as letras, que o Ministério Público houvera proposto ação adequada para anular os contratos temporários – que, em verdade, são uma burla e injuridicidade lamentáveis – para abrir a porta do Direito aos que fazem jus, uma vez aprovados em concurso.

A decisão do magistrado, na ação civil pública proposta pelo MP, oxigena a debilitada vida pública cachoeirense. Sem dúvida.