Marcos Mansur vai ser útil em Cachoeiro-ES

Por Jackson Rangel Vieira 

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Deputado Marcos Mansur (PSDB) tem o direito e dever de tentar ajudar Cachoeiro

Chamou-me atenção o artigo do meu colega jornalista Ilauro de Oliveira. Gostei de seu ponto de vista sobre a necessidade do deputado estadual Marcos Mansur (PSDB) permanecer na Assembleia Legislativa, como sendo mais útil para Cachoeiro-ES, não quebrando o mandato. Gosto de ler uma boa análise. Mas, discordo dela!

Ora! É como uma partida de futebol, você joga de acordo com as regras. A lei proíbe? Não! Os legisladores entenderam ser justo a disputa em qualquer eleição o cidadão e o mandatário por outro cargo, também não! A valer, com esse sistema política, a visão apenas da lógica e suposto senso moral, a maioria  do políticos estaria condenada.

Ninguém escreveu condenando as queimas de etapas do falsário Magno Malta (PR), que de vereador foi a senador, passando de vereador a deputado estadual e chegando a senador em 10 anos de política. Ninguém até , agora, fez nenhuma observação de que o deputado Rodrigo Coelho (PDT) deixou o mandato para ser secretário de Governo do ES.

Considerando um pleito de oito candidatos e eleitor reclamando da qualidade dos candidatos, eu diria que a inserção de Mansur no pleito só valoriza a disputa e oferece melhores opções ao eleitorado. É uma falácia dispensar a colaboração do deputado no processo. Se Ferraço viesse à disputa ou Rodrigo, a forçação de barra neste sentido ficaria oculta. É um palpite. Não acredito em preconceito pelo fato de sua vida eclesiástica ativa.

Agora, se a análise é por convicção ideológica ou até por interesse por torce por este ou aquele – levando em conta que o parlamentar é forte candidato a polarizar a disputa -, eu não daria volta. Já emitia logo meu apoio ao meu preferido sem a falsa desculpa da “imparcialidade”, demolindo o resto nas suas fraquezas. E, meu amigo, o que tem de candidato com Calcanhar de Aquiles em Cachoeiro-ES!

Respeitosamente, contrariando o direito legítimo de opinar sobre quaisquer questões do meu amigo Ilauro, considero até fundamental a participação democrática do deputado que já tem jornada respeitável na vida pública. Não tenho candidato a prefeito, ainda. Quando o tiver, até revelarei. Agora, falar que ele é mais importante no parlamento é uma emenda pior do que o soneto. Aquilo lá é para desconstruir uma liderança política em detrimento da carência do seu Município. Prefiro ele aqui!

Agora, sobre minha visão sobre o sistema político em voga? Uma desgraça. Defendo a reforma com essa obrigatoriedade, do mandatário cumprir todo mandato; a proibição de qualquer mandatário assumir cargos comissionados durante o mandato – claro que se a primeira hipótese fosse aprovada, a segunda inexistiria de se reportar a ela – ; e o voto não obrigatório. Por ora, porém, enquanto o sistema não muda, aceitemos suas amplitudes.

Então, deputado Marcos Mansur, vem de volta, que Cachoeiro precisa de lideranças qualificadas! A urna punindo ou gratificando!

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Aberta sindicância para investigar fraudes na Junta Comercial de Cachoeiro-ES

O Junta Comercial do Espírito Santo abriu sindicância no último dia 11 para investigar irregularidades na sub-sede de Cachoeiro de Itapemirim. O ato administrativo foi em decorrência das denúncias publicadas no Portal da folhadoes.com.

A criação de uma comissão para apuração foi publicada no diário oficial do estado e assinada pelo presidente Paulo Vieira Pinto, que também é alvo das investigações, acusado de facilitar os trâmites dentro do órgão. Confira a publicação:

PORTARIA JUCEES Nº 0004/2015

O Presidente da Junta Comercial do Estado do Espírito Santo, no uso de suas atribuições que lhe confere o art. 247 da Lei Complementar nº 46/94.

RESOLVE:

Art. 1º – Nos termos do art. 249, “caput” e seus parágrafos 1º, 2º e 4º, da Lei Complementar nº 46, de 31 de janeiro de 1994, fica criada Comissão de Sindicância, para apurar possíveis irregularidades ocorridas no Escritório da Junta Comercial de Cachoeiro de Itapemirim, conforme consta do Processo nº 69412804. Parágrafo Único – Na forma do parágrafo primeiro do art. 249 da Lei Complementar nº 46/94, fica estabelecido o prazo de 30 (trinta) dias, para a conclusão da Sindicância, a contar da data da instalação dos trabalhos, podendo ser este prazo prorrogado desde que haja motivo que justifique, mediante autorização da autoridade que determinou a abertura da sindicância.

Art. 2º – A Comissão de Sindicância

Será constituída pelos servidores efetivos, Iuri Aleksey Banhos Mamari – matrícula funcional nº 3246825, Angelo Santiago Federici Coutinho – matrícula funcional nº 2692740 e Eber Gonçalves Cordeiro – matrícula funcional nº 3030830, sob a presidência do primeiro.

Art. 3º – A Comissão de Sindicância

Terá plena autonomia para proceder todas as diligências necessárias à apuração dos fatos, bem como gozará de total preferência quanto à requisição de documentos a Junta Comercial do Estado do Espírito Santo.

Parágrafo Único – Todos os Servidores da Junta Comercial do Estado do Espírito Santo estão obrigados a atender imediatamente às convocações da Comissão de Sindicância.

Vitória, 11 de fevereiro de 2015.

Paulo Vieira Pinto

Presidente da JUCEES

Protocolo 12989

Conheça o caso:

O Ministério Público está apurando possíveis e graves denúncias de fraudes e irregularidades em andamento de processos por parte da direção e de servidores da Junta Comercial de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Eles se valiam do órgão em benefício próprio e de suas empresas.

O esquema criminoso funcionava na manipulação dos livros contábeis dos contadores de empresas que eram clientes preferenciais da gráfica do marido da servidora Luciene Ramos Miranda. O marido, Elimário Miranda, o dono, levava e voltava em mãos com os livros para encadernar sem protocolo legal. Os documentos entravam de praxe, na porta da cozinha da Junta.

A situação se agrava, quando ex-chefe analista técnico da Junta Comercial, Sandro Zorzarnelle Coelho, no seu exercício, como contador também, julgava os próprios processos de modo célere dos clientes do seu escritório de contabilidade, sem obedecer a ordem de protocolo.

No dia 20 de setembro de 2012, por exemplo, a empresa R&A Embalagens LTDA, na qual ingressava como sócio Sandro e sua esposa Adriane Fiorese Dalvi (protocolo de número 121852814), solicitou alteração do quadro societário na Junta às 15h06 e o pedido foi concluído às 16h46, um caso inusitado de rapidez em detrimento dos demais contribuintes que passam por triagem burocrática mais longa de análise. Ele próprio julgou e carimbou o processo sem qualquer constrangimento moral e ético.

Tudo indica que as manobras da Junta de Cachoeiro tem apoio da presidência em Vitória. Exemplo disso foi quando a referida empresa pediu a sua paralisação ou desativação por conta de denúncias de ter antecipado o seu processo. Com o mesmo modus operanti, o presidente do órgão superior, Paulo Vieira Pinto, aprovou o processo no dia de dezembro de 2014, das 14h35 às 14h47 (em 17 minutos), com dada retroativa a fevereiro do mesmo ano, um escândalo. Quem deu andamento, ou assinou e carimbou o ato o servidor Jonas Dalvimar.

Outro esquema de corrupção dentro da Junta de Cachoeiro, tradicional, eram as festas promovidas por propinas disfarçadas de contadores com mais privilégios em detrimentos de outros nos seus processos de clientes. Quem recolhia o dinheiro dos festejos e “presentes” de agrado aos diretores era a servidora Creuza Gonzalo dos Santos.

O procedimento investigativo do narrado pela FOLHA responde no MP com o número 201400010203-38. E no Conselho Regional de Contabilidade a denúncia foi protocolada no dia 10 de fevereiro sob a responsabilidade da fiscal Renata Demoner.

fonte:folhadoes.com

Prefeito petista faliu Cachoeiro-ES

*Jackson Rangel Vieira 
 
Em quatro anos e meio de mandato, o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES, Carlos Casteglione (PT) faliu o Município por incompetência e excesso de improbidades. Obras paralisadas – outras nem iniciadas e prometidas -, além de falta de planejamento financeiro entre as saídas pelos gargalos ilícitos e a arrecadação decadente.
 
Chegou ao cúmulo de confessar gastos de 1 milhão e meio de reais na festa de Cachoeiro de 2012 e que este ano só dispõe de 100 mil reais. Ora, esta conta foi quanto custou a reeleição, além de outros caminhos tortuosos na administração pública por um irresponsável sem pudor, juntamente com seus assessores dentro e fora do Governo.
 
Em linha de interpretação pelos atos de um prefeito com quase uma dezena de acusações por improbidade, pode-se dizer um criminoso de colarinho branco, porquanto também estão morrendo cachoeirenses por falta de Saúde e Segurança. Negligência e irresponsabilidade. A Unidade de Pronto Atendimento, Paulo Pereira Gomes, a maior da cidade, mata ao invés de salvar.
 
Sobra esta Unidade de Saúde, além de pessoas morrerem por falta de atendimento, diagnósticos errados, agora, por último, registros de assédio sexual, estupro, enfim, uma casa de terror. Para surpresa da população, autoridades não tomam providências para essa carnificina dolosa ter fim. Um descaso sem precedentes na história de Cacheiro de Itapemirim.
 
Na área da Segurança Pública, aquela velha história de ser da competência do Estado. Então, o prefeito mantém uma Guarda Municipal Civil sucateada, desvalorizada e mantém os agentes de trânsitos – visando arrecadação forçada – como representantes de uma indústria de multas para ganharem por produtividade venal.
 
Não existe ofensiva contra o tráfico porque o comandante do Município é um fraco. Não tem coragem de ressuscitar o Conselho de Segurança, convidando a Justiça, o Ministério Público, as Polícias para ações integradas de desmantelamento de quadrilhas e bocas de tráficos. Não se tem que saber sobre razões sociológicas do porquê facções estão em guerra neste ou naquele bairro. Isto é brincadeira!
 
Se existir melindre entre autoridades, por atribuições, que o prefeito assuma de peito aberto a sua condição de responsável pelo solo cachoeirense e pela sua gente. Aumenta o efetivo da Guarda Municipal. Remunere bem os seus agentes. Treine e recicle – até, se preciso com os soldados israelenses – para o embate com o mundo da criminalidade, diminuindo esta matança civil.
 
O senhor Carlos Casteglione, sim, ele, faliu o Município de muitas riquezas, a partir de seus cidadãos honestos, hoje, mais do que nunca, reféns de um governo desonesto e fraco.
 
 *Jackson Rangel Vieira é jornalista

Continuação: Vídeo sobre compra de votos pelo PT nas eleições