DIÁRIO DE UM JORNALISTA

Por Jackson Rangel Vieira

Mente Proibida: Capítulo 7- A Culpa


abstract-1900557_960_720

Conhecer Deus dentro de  si não foi tão fácil. Era luta sem trégua contra as causas dos sentimentos de culpa. Quase tudo era pecado diante de um Criador perfeito. Cultuava, diariamente, o planejamento de ações, separando o certo do errado dentro do conceito intimista.

Era exigido que atingisse a perfeição em escala superior a todos mais admiráveis de seu conhecimento e convívio. Semanalmente, aos sábados, dirigia-se, geralmente, pelas tarde, a um lugar denominado por ele como “Abrigo Introspectivo”, onde conversava em voz alta com a onipresença de Deus.

Como expiação dos pecados, sentia a exigência de ritualizar aquele local, às margens do Pico do Itabira, cercado de matas virgens, para dialogar com o ser supremo, principalmente, questioná-lo sobre o “porquê” de cada objeto e vida presente no mundo interior e exterior.

A visão era mística, entretanto, parecia ter sentido racional, aproximado da lei do retorno propalada religiosamente. O jovem da época evocava a pureza e contabilizava tudo que o olhar podia ver como conexões, ciência exata, uma matemática com resultado absoluto.

Ouvindo-o, parecia ser consumista de alucinogêneos, sendo que era parte da sua predestinação assumida se abster de qualquer vício, valendo-se tão somente dos valores químicos inerentes ao corpo, como dopamina e adrenalina. Ele viajava por terras estranhas e voltava com mais conhecimento.

Nunca tinha aprendido conhecer o desconhecido através de ensinamentos de mestres ou guru sobre a natureza da alma e do espírito. Limitava-se a ser cobaia de si mesmo para entender as emoções e sentimentos circulantes dentro da sua mente generosa em busca de respostas pela via imaginária.

Ele exigia uma reposta audível do responsável de colocá-lo neste mundo.

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: