DIÁRIO DE UM JORNALISTA

Por Jackson Rangel Vieira

Mente Proibida: Capítulo 1 – As calcinhas


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Infância pobre, de origem interiorana, com os avós de muitos filhos e filhas a serviço dos seus senhorios nas lavouras das terras inclinadas. A lembrança mais remota era do menino olhando para trás e vendo seu carrinho de brinquedo puxado por barbante sob a custódia amorosa do seu Jorge e Dona Felomena.

Não existia vestígio de um mente imprópria. Outro relance, foi ele levado na pequena carroça  guiada pelo seu tio Derly. Salvo engano, para buscar leite. Naquele tempo alugava-se os peitos cheios das chamadas amas para suprir a falta de produção da mama da mãe. A memória não vai mais além e avança com adventos mais importantes já na fase da curiosidade.

Antes dos 10 anos de idade, talvez com seis verões, já era provocado por emoções inerentes aos efeitos hormonais. Da casa de um pé de abiu, uma fruta tropical, quase rara, havia o quintal e um muro alcançável. Dali, não há recordação da causa do impulso, ficou viciado em apreciar as calcinhas das vizinhas, mais jovens, entretanto muito mais velhas.

A calcinha vermelha chamava mais atenção. Da calcinha, a imaginação transportava a criança para os corpos que a vestia sem nem saber do que se tratava o significado “orgasmo”. Era pensamento prazeroso incompleto e secreto. Ninguém sabia e nunca saberia se não fosse por este momento relatado. Era admirável as multifacetadas sensações por algumas peças estendidas nos varais.

Bem, depois do muro, com a mente se expandido para um lado bem comum, da sexualidade, o garoto viajava via neurônios para todos os campos e ares sobre como era o que se imaginava poderia ser o encaixe para o meu “pinto”, como era dito pelos travessos coleguinhas. Tinha vontade indescritível de como era, se bonito, o buraco e para que servia. Claro, ele tinha algumas suspeitas e das probabilidades do uso.

A voracidade por ver uma vulva nunca foi capaz de me impulsioná-lo se aproximar de uma. O menino virou caçador de revistas de modas, refugos jogados ao lixo. Desfolhava e se maravilhava com os maiôs e as roupas sexy de verão. Era o processo da excitação com espasmos espontâneos. Um tipo de masturbação visual sem se se saber o que fazer com aquela multidão de descobertas. As calcinhas dos varais produziram essa iniciação sexual platônica.

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