Odebrecht Ambiental de Cachoeiro-ES: comercialização da concessão é ilegal e imoral

Desde extinção do SAAE, autarquia até os anos 90, fornecedora de água e tratadora de esgoto de Cachoeiro de Itapemirim-ES, quebrando ciclo desde os anos 60, a imoralidade legal se instalou na concessão pública desses serviços essenciais ao Município.

Com muita polêmica e força política empreendida, o então prefeito Theodorico Ferraço dissolveu o laço com o SAAE, abriu licitação dirigida à empresa Citagua , na época ligada ao filho Ricardo Ferraço, casado com uma das filhas dos proprietários da Águia Branca, tutora da nova concessionária. O assunto rendeu marcha de protesto pelo centro da cidade.

Comercialização da Concessão

Para não ficar sozinho na responsabilidade do processo enigmático de formato obscuro, Ferraço enviou o projeto para a Câmara Municipal avalizar a transação, que legitimou o contrato de 30 anos de exploração da água e esgoto de Cachoeiro. De lá para cá, no Governo Roberto Valadão, dentro do período 2004, prorrogou por mais 10 anos a extensão prevista da concessão, sem discussão pública e nem com aprovação do Parlamento. Escondido.

A ilegalidade e imoralidade reside que as concessões foram sendo vendidas: da Citágua para Foz do Brasil; Da foz do Brasil para Odebrecht Ambiental; da Odebrecht Ambiental para a empresa canadense Brookfield Brazil Capital Partners LLC e o Fundo de Investimentos BR Ambiental, ambos administrados pela Brookfield Asset Management. O valor da transação é de R$ 2,8 milhões.

Imoralidade e Acordos

Nos bastidores políticos, a Odebrecht pratica o mesmo “modus operandi” da holding nacional, com pagamento de “mensalinhos” aos políticos em variantes do tempo, atingindo, principalmente, membros da Câmara Municipal, para evitar questionamento sobre essas evoluções híbridas de comercialização das concessões e ações paralelas suspeitas.

A Odebrecht avançou no território capixaba a partir de Cachoeiro de Itapemirim, com sistema de rodízios de diretores, mantendo a base de formação doméstica. Seu braço atingiu o Governo do Estado, através da Cesan, autarquia estadual que subloca seus serviços de consultoria e logística, envolvendo milhões e milhões de dólares, comprometendo a idoneidade do governador Paulo Hartung.

Ligando os pontos

O atual presidente da Cesan, por exemplo, de livre indicação do governador, é o engenheiro Pablo Ferraço, primo do senador Ricardo Ferraço e, pasmem, foi diretor da Odebrecht, forjado na unidade de Cachoeiro de Itapemirim-ES para depois passar pela fase cíclica nas unidades das empresas de Marcelo Odebrecht, até chegar à maior estatal da área no Espírito Santo.

Está em curso algo deveria ser debatido com a sociedade cachoeirense e com os vereadores, ambos só recebem comunicações sem direito a fiscalizar, negociação milionária entre Agersa, Prefeitura de Cachoeiro e Odebrecht da construção de Parque Multiuso no espaço do Pavilhão da Ilha que será todo desmontado.

Obra Milionária

Toda obra será financiada pela empresa “generosa” com exigência suposta para compensar os danos da construção da Hidroelétrica dentro do Rio Itapemirim há cerca de 8 anos. A obra chegou a produzir danos ambientais, mas nenhuma autoridade competente da era petista se levantou contra o projeto.

A rigor, os vereadores nunca são chamados e nem se prontificam a fiscalizar a fundo a Odebrecht, seus contratos e suas ações, o que vem ocorrendo no mundo como o maior “monstro” produtor de corrupção.

Os suspeitos

Em Cachoeiro: existem cumplicidade de três personagens, um mais recente: Vilson Coelho, diretor da Agersa (agência reguladora) e dois diretores da empresa, que sabem de tudo e um pouco mais: Bruno Traváglia (diretor) e Rosa Malena (relações públicas).

De compra a compra e de venda a venda, algo cheira mal no esgoto não tratado, ao céu aberto. Cabe, até por parte dos usuários, de excelente oportunidade, ação pública contra todos os envolvidos.

A hipocrisia deve ser aceita como regra

*Jackson Rangel Vieira

Não importa nenhum pensamento intelectual ou de caráter filosófico sobre os pilares da sociedade, exaltando a moralidade ou conjunto de éticas como regra. As leis e todo tecido social não são firmamentos para formação do ser humano, motivo pelo qual ele é completamente defeituoso em todo o tempo.

A hipocrisia, arte de mentir, falsear e dissimular, é regra no espaço e no tempo. Então, o “mal” é o “bem”, pois a minoria com seus conceitos que chamam de nobres, não pode sobrepor até o que esta parcela pratica consciente e inconscientemente quando mentem, omitem e deturpam a realidade em proveito próprio ainda que seja em prejuízo de outros.

O raciocínio é tão simplista que não carece de estudos sociológicos ou científicos para inserir a hipocrisia como elemento básico e instintivo para a sobrevivência da humanidade. Deveria constar em todos currículos escolares, independentes das nações e seus 7 bilhões de habitantes na vastidão terrestre.

Se a verdade não pode ser pura, nem gritada desde os primórdios dos tempos quando o homem saiu da caverna de Platão lá do Éden, a hipocrisia deveria ser reverenciada como necessidade no agrupamento dos melhores valores indutivos e condutores à felicidade. Trata-se de uma escola conservadora intransponível.

Quem nega que é hipócrita já hipocratiza. É melhor aceitar do que negar a natureza. O resto é puritanismo utópico.

*Jackson Rangel Vieira é jornalista

Eu, o Carnaval e a Igreja Católica

*Por Jackson Rangel Vieira

Dias desses, postei na rede social que não gosto do Carnaval. Nunca pulei Carnaval. Destaquei que sua origem tem ligação direta com a Igreja Católica, com nexo causal do advento da Quaresma.

Fui mau interpretado por católicos que interpretaram como uma crítica ao catolicismo e ao mesmo tempo renegando a ligação intrínseca e histórica.

Num primeiro momento, levei as ponderações prolixas como falta de entendimento, depois fiquei estupefato pelas considerações pessoais e raivosas. Qual foi a questão? De que a Igreja Católica não tem nada a ver com o surgimento do Carnaval.

Entretanto, não poderia mentir mesmo simples e curto post sobre determinação do papado para abafar excessos da época dentro do período da Quaresma.

A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.

Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.

O registro resumido acima sobre o surgimento do Carnaval equivale a todas pesquisas que se possa fazer em todos motores de busca e livros de ordem cultural, filosófico e religioso.

A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.

Ora, não se trata, no meu caso criticar os aspectos culturais e nem ofender a Igreja Católica e seus adeptos. Além do mais, nunca a própria Igreja Universal (Católica) emitiu nenhuma bula papal proibindo seus fiéis a participarem da festa, como coerência das orientações antecessoras do século VIII.

Hoje, a maioria das denominações religiosas, incluindo a Igreja Católica, promovem retiros espirituais nesse espaçamento para fugir, supostamente, da Festa da Carne.

Não vou comentar a comercialização do evento e o pretexto da equação turística. Encerrando a dissertação do tema: a origem de uma festa ligada a esta ou aquela religião não desfaz a verdade na linha do tempo.

A alegria exposta no pula-pula pode sim ser uma definição de inclusão social, mas nenhum noticiário deixa de informar o saldo pós Carnaval das atividades criminosas, com mortes e violência com mais intensidade do que em outras épocas.

Quarta-Feira de Cinzas. A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias (Quaresma) entre essa terça-feira e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.

Vou ignorar questões morais envolvendo libertinagem e perversões, os excessos com prejuízos imensuráveis à sociedade, muito bem especificada na arte cinematográfica intitulada “Filhos do Carnaval”, de  Cao Hamburger e Elena Soarezval.

O final da prosa é o mesmo para mim: não gosto do Carnaval !!!

*Jackson Rangel Vieira é jornalista e colaborador do PORTAL FOLHA DO ES

HARTUNG SOFREU CONSPIRAÇÃO POLÍTICA NO MOTIM DA PM DO ESPÍRITO SANTO

*Por Jackson Rangel Vieira

Não tenho dúvida. O governador Paulo Hartung (PMDB) foi vítima de conspiração político-eleitoral: por dois senadores Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR) e por membros da Assembléia Legislativa. Aproveitaram-se de um movimento sem líder para insuflar o encorajamento da paralisação da Polícia Militar no Espírito Santo.

Os dois senadores não têm nenhum álibi. Ambos vêm atuando em dupla “Cosme e Damião” para a reeleição, a mesma vaga pretendida pelo Chefe do Executivo, o que produziria a exclusão de 1 dos 3 dos dois assentos disponíveis em 2018. Magno deixou seu novo colega – eram desafetos – ir para o front no jogo político que fez média com as mulheres dos militares.

Ricardo Ferraço emitiu nota oficial defendendo o diálogo, sabendo que o movimento não tinha nem pé e nem cabeça, achando que a população ficaria em tempo integral a favor da matança, saques e assaltos em sustentação aos militares de braços cruzados. Deu errado. O excesso e ação rápida do governador em não ceder encolheu a coragem do tucano.

Outro fato inequívoco da conspiração – as mulheres dos militares foram usadas para a manobra – tem conjugação com a eleição da nova Mesa Diretora da Assembléia Legislativa que passou pelo Chefe de Gabinete do Palácio Anchieta. A retirada a força da reeleição do então presidente do Legislativo, Theodorico Ferraço (DEM), pai do senador Ricardo, foi o estopim.

Nesta simbiose de magoados, nem todos votaram espontaneamente ao gosto do governador. Fingiram. O Poder Legislativo se sentiu sub-julgado. Theodorico que é espalhafatoso, ficou quieto. Mas, o deputado estadual Josias Da Vitória (PDT) ousou ir no ninho do serpentário e , a pretexto de ajudar, produziu ânimo incertos aos policias militares rebeldes e suas esposas em reuniões de isopor.

Tudo isto acontecendo na ausência do governador em SP, quando estava retirando tumor na bexiga no hospital Sírio Libanês. A senadora Rose de Freitas (PMDB) até participou de uma reunião, mas percebeu logo que a motivação fugia do razoável. Saiu fora.

Da conspiração, o mais incrível foi aquela máxima do “assassino” que vai ao enterro da vítima. Foi o que fizeram Ricardo Ferraço e Magno Malta, acompanhando os ministros da Segurança Nacional, em nome do Presidente da República, ouvindo deles que não teria acordo e que estavam ali para reforçar a posição do governador Paulo Hartung. Não pediram aparte perante a Imprensa Nacional e saíram com os “rabos” entre as pernas.

O deputado estadual Theodorico enviou para as redes sociais uma nota mal escrita, pedindo a cabeça do Secretário Estadual da Segurança. Assinatura da autoria da conspiração em curso com o filho e outros protagonistas mais encolhidos.

Quando surgiram boatos de que o governador poderia fazer dupla com o deputado estadual Amaro Neto (SD), que tem estilo semelhante a do senador Magno Malta (discurso populista), o republicano ficou no bastidor tramando, ardilosamente, com Ricardo, forma de ir para um enfrentamento com o governador, visando preservar a reeleição para as duas vagas. A ocasião, insatisfação dos militares, fez a conspiração.

O instinto de sobrevivência e obsessão pelo poder resultou em mais de 300 mortes em oito dias, prejuízos de mais de 300 milhões ao Espírito Santo, pânico na população e surto psicológico em dezenas de policiais que chegaram tentar tirar a própria vida dentro dos quartéis, o que exigiu a retirada desses homens por meio de helicópteros do Estado.

16709445_1356736054389551_340243510_o

PMs surtados nos quartéis e resgatados pelos helicópteros do Estado

Conspiração produz isto: sangue inocente, estado anárquico e a história escrita com inverdade. Comecei o texto na primeira pessoa de propósito, para encerrar afirmando que sou um desafeto do governador em mão dupla, nem por isso, tenho compromisso com a mentira, muito menos com o erro.

*Jackson Rangel Vieira é jornalista, colaborador do Portal da FOLHA DO ES

agenda correta-tile.jpg

MAIS REUNIRÁ VÁRIAS AUTORIDADES

Parlamento aquém da generosidade do Povo

Parlamento de Cachoeiro de Itapemirim-ES, mesmo renovado em nomes, em número inteiro de 12, pelos sinais, continuará sob o julgo e domínio dos políticos da atual Legislatura. Apenas seis, dos 19, proclamam a libertação do Legislativo das amarras da política isolacionista, longe dos propósitos do povo.

Rigorosamente, os sinais não são alvissareiros. Legislativo dominado por eminências partas, preocupadas com a política eleitoral de 2018. Alexandre Bastos (PSB), “iluminado”, usado para amparar companheiros socialistas e representando a unificação do Parlamento e o Executivo. Medo lhe acomete e lhe afasta de ser um líder. Eminente lacaio, velho, de cinco mandatos.

Notadamente, se o curso, seguir para a união de seis contra 13, a glorificação do menor grupo parecerá aos olhos da sociedade como os 300 de Esparta. Todo vento da mudança, logo, pode se transformar em hálito podrenco  de mais um grande erro histórico, composto por agentes públicos de baixa qualidade racional e alta manhã instintiva de sobrevivência egocêntrica.

O Legislativo cachoeirense já teve seus momentos de Glória nos anos 70 até os anos 80, quando menos fisiológico. Caso do Povo, literalmente. Abaixo, no porão, dos 13, estão em decomposição os cadáveres vitimados pelas paixões mais infames e bizarras de subjugação ao poder efêmero, constituídos por eleitores, ainda, substratos de uma Democracia informe e fraca.

Insta constar a importância do Legislativo forte no processo de construção e manutenção do Estado de Direito. Reservas há de acentuar aos poucos, menos da metade, fora desse contexto. Ávido por reconstrução e salvação, o povo não conseguiu – não pelo rastro – formar corpo parlamentar livre ou longe da autocracia do Executivo.

Contorcionismo profissional praticam a parte predominante para atender no balcão de negócios. Osso duro de roer essa realidade. Muro pequeno separa os dois poderes. O propósito de sua construção é a pulada fácil entre os mandatários. Exemplo se alastra pelo País afora a vergonha da relação incestuosa. Xenofóbica ao estremo quando a ignorância supera o a responsabilidade de assumir a sua natureza.

Erro grave se apresenta, a partir de alguns caráteres defeituosos de alguns parlamentares. Curvatura alargada por falta de espinha. Urticária. Tudo será em vão quando este pilar cair, derrubando o mais próximo. Inchado. Verminoso. Omisso por paralisia do sistema perverso e usurpante da voz popular, aproveitando-se da procuração para abusar de seu amplo poder.

o-iluminado

Alexandre Bastos, o “iluminado”: quero poder…quero poder…quero poder…quero poder…

EDITORIAL: FOLHA APOIA VICTOR COELHO

A FOLHA DO ES defende a candidatura de Victor Coelho (PSB) a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Praticamos jornalismo moderno, na revolução digital, interpretando, analisando, opinando e não somente registrando os fatos.

Com a eleição polarizada entre duas candidaturas, Victor e Jathir Moreira (SD), a preferência fica com o primeiro pelos seguintes motivos de ordem democrática e liberdade de expressão, na perspectiva deste editorial, opinião da direção do portal http://www.folhadoes.com:
A FOLHA apoia Victor Coelho porque representa, legitimamente, junto com o seu vice Jonas Nogueira (PP), a mudança que o Município carece;
A FOLHA apoia Victor Coelho porque Cachoeiro de Itapemirim precisa, urgentemente, de executivos capacitados para promover as mudanças necessárias;
A FOLHA apoia Victor Coelho porque ele não tem nenhum compromisso com as velhas lideranças políticas, protagonistas da falência da Prefeitura;
A FOLHA apoia Victor Coelho porque acredita na visão moderna e na coragem para uma governança sem medo de romper com o sistema viciado e ineficaz;
A FOLHA apoia Victor Coelho porque representa a semente da nova geração de políticos que produzirá uma Nova Cachoeiro de Itapemirim;
A FOLHA apoia Victor Coelho porque , unido ao seu vice, encontrará caminhos para o desenvolvimento e progresso, com geração de renda e emprego;
A FOLHA apoia Victor porque não acredita em nenhum político apoiado por políticos profissionais habituados a tratar a cidade como curral eleitoral;
A FOLHA é imparcial? É, porque tem opinião e lado quando se trata de direitos coletivos. A FOLHA é tendenciosa? Sim! Tende sempre para interpretar os fatos e não só registrá-los. Você é obrigado a ler a FOLHA? Não! Como nas redes sociais e meios de comunicação eletrônicos, você pode deixar de seguir ou desligar o canal.
A FOLHA apoia Victor Coelho! Você pode concordar e discordar. Esta é a verdadeira democracia, como praticada no primeiro mundo, sem implicitudes. Direto e transparentemente.