O procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou nesta segunda-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para apurar a suposta participação de deputados federais na organização de “atos delituosos” que pediram fechamento de instituições democráticas, como o Congresso e o STF.

O foco principal do inquérito é a manifestação onde Jair Bolsonaro discursou no último domingo (19), em Brasília, onde dezenas de pessoas pediam a intervenção militar. A proposição entra na armação histriônica dos líderes dos poderes que almejam limitar o poder discricionário do Presidencialismo. O impeditivo desse veneno é o povo.

Agora, no Estado Democrático de Direito, qualquer manifestação em que uma senhora, um jovem, uma criança ou qualquer um empunhar um cartaz pedindo intervenção militar no País estão enquadrados em crimes de Segurança Nacional? É isto! Mas, os que usam camisetas e palavras de ordem comunistas, são brasileiros patriotas e podem exercer a liberdade de expressão? É isto!

O Presidente Bolsonaro em nenhuma manifestação em que muitas pessoas, sim, pede a intervenção militar por causa dos malfeitores do Congresso e do STF nunca defendeu fechamento das instituições. E esses movimentos do pobre homem comum são instigados pela própria mídia.

O sentimento que aflora no povo é original, instintivo, perceptivo e não trai a Democracia. Agora, ligar a popularidade e o fanatismo do povo pelo presidente como crime para ser investigado é de uma escrotice burocrática lamentável.

Nunca antes um líder maior do Brasil recebeu esse tratamento. Perseguido que faz corar a história brasileira. Os reclamantes estão com ojeriza à honestidade do Presidente que não aceita “dialogar” (ceder cargos federais) ao Congresso e demais hienas dessa República caudilhante.

Agora, o STF, os presidentes da Câmara Federal e do Senado merecem ser investigados pela ilações e usurpação da Lei de Montesquieu. Violam o princípio da harmonia entre os Poderes. Porém, quem terá poder para investigar os ministros julgadores se o legislativo virou irmão siamês na ninhada. Simples assim!