Uma série de eventos da semana passada, fechando esta (17), jogou luz ao fim do mandato do prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES, Victor Coelho (PSB). Produzi essa presciência da não reeleição em vários artigos assinados na FOLHA DO ES.

Não é preciso ser adivinho ou se valer de passionalidade com espírito adversário para prever um final melancólico de uma história que nunca chegou a ser escrita (tema de sua campanha). Ele venceu as eleições com quase 60 mil votos. Entretanto, subestabeleceu a procuração para terceiro.

Além de terceirizar o mandato, com gestão por controle remoto, Victor Coelho simboliza uma administração indireta e incompetente. Não construiu uma obra vertical para chamar de “minha”. Detém um título sem autoridade. Essa percepção já caiu na convicção popular.

A pergunta recorrente que me fazem é quem então será o futuro prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES? Tenho respondido que o eleito será o improvável. No mesmo formato de como Victor Coelho foi eleito. Saindo lá de trás em meio às desconfianças e do desdém.

Ao repudiar a classe do magistério todo o tempo de sua gestão, mostrou a sua estatura, pequena e tacanha. O cachoeirense vai virar essa capa de livro vazio para, ai sim, escrever uma grandiosa história para esse povo sofrido, carente de desenvolvimento e progresso.

Por favor, sem aquela ladainha: o autor já elogiou o prefeito e sua gestão em algum tempo. Sim, mas tenho direito de revisar e desdizer! Revoga-se assertivas anteriores.