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Os dois principais Institutos do Brasil, DataFolha e Ibope, foram desmoralizados pelo advento do chamado tempo real. Os comentaristas da Rede Globo, em especial, e os diretores das empresas de pesquisas não conseguem explicar o abismo da amostragem de boca de urna da realizada no dia anterior, 24 horas antes.

A utilização da pesquisa para  efeito de observar tendência terá de obedecer a novo formato. Antecedendo o pleito meses antes somente para consumo próprio ou Quality para conhecer percursos. Quantitativa na real, somente no dia da eleição, com pesquisa matutina e parte vespertina antes de fechar o escrutínio.

Foi o samba do “crioulo doido” as variações alem das margem de erro a léguas uma da outra, em menos de 24 horas. Somente as realizadas nas chamadas “bocas de urnas” conseguiram desmentir a anterior com acerto mais preciso. Um dia antes Bolsonaro figurava com 35%. Um dia depois, 47%. É muita diferença.

Quem estava eleito no dia anterior, ficaram em terceiro ou em quarta posição, como o caso do Romário, candidato a governador pelo RJ. Não dá nem para relacionar a quantidade de erros desproporcionais a quaisquer probabilidades anunciadas e debatidas, imbecilmente.

A internet, também, chega para estabelecer um novo tempo de mensurar o pensamento do entrevistado. As tendências são voláteis muito mais velozes de quando se fazia campanha de seis meses no passado e uma amostragem durava um mês de validade. Agora é agora na revolução tecnológica e cibernética.

Pesquisa correta somente quando no dia do acontecimento, seja ele qual for. Esta é a nova era.

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