segunda-feira, 28 de maio de 2018 às 08h59
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Brasília – É com profundo pesar que o Conselho Federal da OAB anuncia o falecimento do ex-presidente da OAB Espírito Santo, Agesandro da Costa Pereira, que em 2008 foi homenageado pela entidade com a Medalha Rui Barbosa, mais alta honraria concedida pela OAB.

“Ao longo de sua trajetória dedicada à advocacia, Agesandro foi exemplo de retidão na conduta ética e dedicação ao desenvolvimento do Direito e da sociedade. Seu falecimento é uma grande perda não apenas para a classe, mas para o país”, afirmou Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB.

Em manifestação na manhã desta segunda-feira (28), o presidente da OAB-ES, Homero Mafra, afirmou que a entidade “perdeu um homem extraordinário que, como poucos, viveu os princípios da Ordem e da Advocacia”.

Mafra destacou também que Agesandro foi um defensor dos direitos humanos e liderou a sociedade civil capixaba em um dos momentos mais duros de nossa história, na luta contra o crime organizado.

O velório de Agesandro ocorrerá na sede da OAB Espírito Santo, no Centro de Vitória, a partir das 9 horas. Já o sepultamento deve acontecer a partir das 16 horas, no cemitério Jardim da Paz, na Serra.

Atuação

Em 2008, Agesandro da Costa Pereira foi agraciado com a Medalha Rui Barbosa, a mais alta comenda da advocacia brasileira. A indicação do nome de Agesandro foi subscrita por 70 conselheiros da entidade. Segundo o presidente da OAB à época, Cezar Britto, Agesandro recebeu a comenda “por ter feito da ação o melhor discurso jurídico”, referindo-se à luta encampada no passado pelo conselheiro contra o crime organizado em seu Estado. A entrega da medalha foi realizada durante a XX Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, em Natal.

Ex-presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Agesandro atuou como grande defensor da causa. Em sessão especial da Ordem em homenagem aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, o medalha Rui Barbosa afirmou que “a Declaração representa uma contribuição do maior relevo para a construção de uma civilização de paz e fraternidade”, mas que “o caminho a percorrer para que aquele documento cumpra integralmente seu destino, ainda é longo e difícil, restam desafios a serem vencidos”.

Quando foi presidente da OAB do Espírito Santo, enfrentou situações de violência e de ameaças por ter denunciado, por meio do movimento de resistência chamado “Reage Espírito Santo”, que as instituições governamentais e órgãos dos demais Poderes estavam contaminadas com a corrupção, pondo em risco a segurança não só dos advogados mas de toda a sociedade capixaba.

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