Deputada_Luzia_Toledo_-_Sessão_Ordinária_-_25.09.2017_(36607130404)

A deputada estadual Luzia Toledo (PMDB), nascida na pequena cidade de Mimoso do Sul, ES, parece aquela “bonequinha de luxo” – não pela beleza – , pelo esteriótipo mesmo. Navega em qualquer água, até no pântano. Aprendeu com a vida no percurso até aos seus quase 80 anos, na política mudar de lado como se muda de roupa.

Camaleônica, gruda a quem serve enquanto serve. O caso clássico foi quando pertencia à corte do governador José Ignácio que a permitiu ser senadora pelo PSDB como sua suplente. Luzia tinha passe livre para andar em todos os cômodos do Palácio Anchieta e de servir de GPS do Chefe do Executivo da época. Aonde ele estava, ela também estava. Constrangedor até.

Sua aparente fidelidade canina ao governador era ameaça ao seu futuro político com Paulo Hartung na linha da retomada do Poder Central, este vingativo e exterminador de adversários, como fez aos demais aliados muito próximos de José Ignácio. Com a falência da sua inspiração política, partiu para a sobrevivência, instinto nato.

Luzia Toledo, com seu apelo delicado e com expertise na arte de dançar conforme a música, partiu para fazer exame no laboratório do governador Paulo Hartung com a necessária transfusão de sangue – como diz no jargão popular quando uma pessoa passa a encarnar a outra -, provando sua subserviência como comprovação de lealdade.

Incrível, como animal político, sua capacidade de servir a quantos “senhores” for necessário! Nunca será uma grande liderança. Apenas uma política que existiu.

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