sala
Dos classificados, não houve interesse de selecionados para suprir escolas sem professores em determinadas áreas, o que incorreria em crime a municipalidade

Vou utilizar a primeira pessoa neste artigo. Tenho lido e ouvido sobre “fraude”, “escândalo”, “crimes”, etc…praticados pela Secretaria Municipal de Educação no chamamento dos classificados, em suposto benefício a um grupo de profissionais escolhidos com “dolo”.

Para se praticar jornalismo investigativo ou mesmo qualquer falação no senso comum é preciso buscar entender a motivação e a diferença entre erro administrativo, equívoco, fraude, imoral e ilegalidade. No caso em tela, seria fraude de origem logo se houvesse classificados não classificados. Isto não ocorreu.

Então o que ocorreu para gerar polêmica? A SEME convocou professores das áreas em para determinadas escolas do interior, principalmente, que estavam sem aulas por falta deles – desses profissionais- considerando que dos classificados pela ordem, nenhum quis assumir essas vagas no atendimento da demanda e da logística.

A semana que se segue, a Secretaria de Educação vai intensificar o chamamento para as áreas das escolas que precisam dos professores para substituir os chamados fora de ordem. Se não aparecer interessado, serão mantidos os atuais, pois “criminoso” seria deixar alunos sem aula por falta de educadores. Isto foi explicado ao MP.

Sobre coordenadores, segundo a secretária Cristina Lens, sempre foi tradição na Prefeitura indicações sem buscar ordem. Contudo, o RH vai desconstruir essas contratações, deixando por derradeiro a escolha depois do assentamento de todos os classificados, o que vai dar no mesmo por conta do posto ser de indicação da SEME.

Em síntese, a necessidade de não deixar alunos sem aulas e de classificados não atenderem ao chamado, imediatamente, para as escolas carentes, deverá produzir a desistência, como professores de matemáticas, alguns, dos que se recusam ir para salas de aula dos distritos e suas localidades. Tudo isso, o exposto, já foi comunicado ao MP.

Não houve fraude. Não houve crime. Não há escândalo. Há um supervalorização de um equivoco administrativo no sentido de não cometer crime maior – que ao final a ordem dos fatores não vai alterar o produto – .

Sobre minha quietude até agora- o mesmo comportamento não foi possível com o primeiro secretário de Saúde – , em princípio, devia-se a uma questão ética, pois tenho litígio com a Secretária desde o tempo do ex-prefeito Casteglione, que não tem nada a ver com tema igual, já julgado e recorrido.

Contudo, quando percebi que tentam por esse equívoco corrigido comprometer a governança do prefeito Victor Coelho, dado o tempo da muita tripudiação, minha consciência  me impeliu a esclarecer o que os puxadores desse tipo de coro já deveriam fazê-lo para não ficar na discussão primária e infundada na essência.

Vamos para outra tentativa, porque esta não atenderá o anseio dos opositores.

Anúncios