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Os índices não precisam ser estes, mas a história pode ser repetir 

Política não é ciência exata, porém alguns dos seus movimentos produzem lógica quase científica, como a previsão do fim de um ciclo ditatorial e de exceção em pleno regime democrático, a exemplo da chamada era política do governador Paulo Hartung (PMDB). Império construído a base do controle absoluto das instituições e de parte da Imprensa.

Por incrível pareça, na somatória dentro do mercado político, depende de um gesto nobre do senador Ricardo Ferraço (PSDB) para o castelo de PH cair com seus asseclas. A soma do congressista com seu colega Magno Malta (PR), em dobradinha, no palanque do ex-governador Renato Casagrande (PSB), para governador, eliminaria todos os riscos.

O governador tem feito um jogo perverso contra a dinastia Ferraço, através do pre-candidato a senador Amaro Neto (SD). Com capital político só na Grande Vitória, o deputado estadual já recebeu o selo do governador, deixando o senador tucano no banco de reserva. Ricardo, em contrapartida, está em exercício de reflexão budista.

Um quadro que derrubaria de vez as legiões de PH seria Casagrande construir o avanço espartano com a dupla Ricardo e Magno. O republicano já está fora do domínio do governador. A Senadora Rose de Freitas (MDB) também não reza na cartilha do companheiro de partido e cumpre importante papel de ir para enfrentamento nas convenções de julho como pré-candidata ao Governo do Estado.

Se Ricardo sair da introspectividade para a praticidade,  o governador e seu pupilo Amaro Neto ficarão restritos a uma luta inglória, concluindo este ciclo político nefasto, oxigenando as futuras gerações na renovação necessária sem o laboratório de experiências da geopolítica egocêntrica que só governa para corporações e não para o cidadão comum. Que faz do controle fiscal a base de um discriminatório controle social.

Dois mais dois são quadro, mesmo que em política é costumeiro contar como três ou cinco. Se a lógica não prevalecer neste momento vital para o Espírito Santo, teremos um futuro esfacelado como a maioria dos Estados federativos do Brasil, com bolsões de pobreza e alta criminalidade, com o Estado ausente como se apresenta agora. Infelizmente, a política faz isto: o ruim ficar pior. Contudo, também, faz da boa expectativa uma realidade possível ainda melhor.

 

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