Foto Casagrande
Casagrande é beneficiário das possíveis múltiplas candidaturas ao Governo do Estado

Na teoria do caos, sempre existe uma ordem. O ex-governador Renato Casagrande (PSB), mesmo não sendo mineiro, vem comendo quieto pela beiradas e sentido espiral. Todas as movimentações até agora, pré-convencionais, favorecem o socialista.

Com a saída do ícone do PSDB até bom tempo, Luiz Paulo, para o PPS; e a possível pré-candidatura ao Governo do Estado do prefeito tucano de Vila Velha, Max Filho, significa esvaziamento completo do partido, o que se chama de implosão partidária.

A outra mexida no tabuleiro eleitoral das eleições de 2016 que abalou as estruturas do Palácio Anchieta foi a decisão da senadora Rose de Freitas se lançar pré-candidata para desagrado do governador Paulo Hartung, ambo do mesmo partido, o MDB.

Alguns deputados, aos poucos, vem demonstrando ceticismo sobre o projeto do governador que está tendo muita dor de cabeça, sem mencionar o DEM com o seu arqui-inimigo, Theodorico Ferraço e esposa Norma Ayub, remando contra.

Outro fator que chama atenção é a indiferença ou invisibilidade do senador Ricardo Ferraço (PSDB) no grupo de PH. Tudo leva a crer que está esperando as águas de março para criar convicções. Ele já sofre da síndrome da traição “hartunguista” que investe no deputado Amaro Neto (PSD) para o Senado.

Além de tudo mencionado, existe um sentimento no mercado político de cunho sociológico. Muitos atores querem ter o prazer de se vingar do governador da maldades dele em momentos de impotência dos oprimidos pela sua política impositiva.

Enquanto isso, sem tantos quebra-molas, Casagrande circula pelo Estado dialogando com a sociedade.

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