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O sistema republicano brasileiro está prevaricado. Não existe simetria na aplicação das regras para produzir justiça e igualdade. A cada dia, assiste-se disparidades e conflitos nos três poderes, com consequência direta na deformação do povo como nação.

A perversidade é gritante quando se há necessidade de interpretar a todo momento os movimentos e atos do Executivo, Legislativo e Judiciário. Para complexar a discricionalidade dos agentes públicos, existe a disputa por espaço de poder dos apêndices reguladores como Ministério Público e Tribunais de Contas.

O maniqueísmo, que antes tinha até aplicação na filosofia moderna, está perdido em cenário turvo. O mal e o bem se misturaram. Produzem resultados mestiços de construção da neo-sociedade. Há abuso de poder e a ausência do seu uso, paradoxalmente.

A nova sociedade, olhando pela existência por tantas diversidades sem ideologia ou convicções à meia-boca, não tem plataforma para planejar as normas de convivência para as próximas gerações. O iluminismo deu à luz, hoje, ao generalismo anárquico.

A revolução cibernética ou digital não conscientiza. Não educa. Não produz conhecimento a partir do naturalismo concomitado com o humanismo. O ser se ocupa de se consertar, por isso perde tempo gestar descobertas criativas para entrar na linha da sanidade tolerável.

O Brasil está vitimado pelo conceito e extrato do conjunto funcional desta nova era, além das sua células leucêmicas que tomou por todo o corpo de Montesquieu. Será necessário morrer para ressuscitar com um nova forma incorruptível.

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