Reese Witherspoon holds the award for Best Television Limited Series or Motion Picture Made for Television for "Big Little Lies", HBO, at the 75th Golden Globe Awards in Beverly Hills
hipocrisia das celebridades contra “assédio sexual” em Hollywood 

As últimas notícias sobre protestos e denúncias no mundo das celebridades internacionais, principalmente, chegaram ao seu ápice no que tange à hipocrisia nas relações interpessoais entre os artistas.

A acusação no atacado de atrizes em volume mira atores e diretores que há 30, 20,15, 10,5 anos atrás praticaram assédio sexual – ninguém falou em estupro -. Do acontecido, porque não deram queixa? Só o homem assedia?

Bem, a maioria dos casais se conhece nos espaços de trabalho, muito mais ainda os artistas que se juntam e se separam como trocam de roupas. O chamado “teste do sofá” sempre existiu e sabido por quem se submete a ele.

Agora, a expressão mais esdrúxula saiu de uma atriz que descreveu o assédio pela cantada que recebeu do colega. É para se perguntar, qual linguagem é aceita para tentar flertar, ter sexo casual ou compromissado, senão pela construção labial?

Em pleno sexo 21, depois de rodadas na carreira, criam movimento – em alguns casos justos – para exaltar o puritanismo e excluir da vida cotidiana as formas tradicionais do homem e da mulher de tentarem se encaixar, é dose cavalar de hipocrisia.

O movimento feminista lutou para liberdades e sexo livre, direitos iguais uma ova! Se houvesse o reverso, quantas celebridades masculinas não ingressariam com a mesma reclamação de assédio de atrizes, erotizadas, para conseguir um papel?

Os artistas franceses, que ironizaram o protesto coletivo na entrega da premiação do Globo de Ouro, estão mais próximos da verdade. Aplauso para Catherine Deneuve, atriz renomada, e outras 99 francesas pelo ‘direito’ dos homens de cantarem as mulheres.

 

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