tres-macaco

Nunca existiu Imprensa imparcial. Toda escrita tem seu lado e sua convicção. O que sempre existiu, em nome dessa pretensa imparcialidade, foi o jornalismo de conteúdo implícito com sua dosagem exagerada de interesses disfarçados nem sempre republicanos.

Para exemplificar: Um emissora católica não vai permitir um pastor evangélico pregar suas crenças nela e vice versa. É óbvio. A parcialidade vai defender os interesses de sua difusão conforme assentamento do nicho do seu público. Perfeitamente legítimo a relatividade da notícia. O que não pode é censurar Deus ou o Diabo.

O jornalismo moderno desmistifica essa falácia de Imprensa Imparcial. O jornalismo moderno é analítico e opinativo. O registro do fato é apêndice para ser decifrado, errado ou certo, aplicando hermenêutica e exegese, interpretando o fato para o leitor, ouvinte ou telespectador.

As redes sociais, por exemplo, acaba de vez com esse surrealismo. O internauta não é apenas expectador e nem pólo passivo de informado. Ele também é comunicador. Quanto aos tendenciosos ou mercantilistas, a credencial dos meios de comunicação se incube de separar o joio do trigo.

Engana-se quem quer ou está aquém da cultura, além de se submeter à imbecibilidade.

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