Os olhos falam mais do que a própria boca, mais do que o pensamento surgido e expressado em som. Os olhos são além da janela da alma. Remédio que acalma.

Molhados molham outros olhos, as pálpebras, catarata em risco nos dois lados da face. Água salina que também jorra para dentro. A esmo, alisa, lisa na mágica brisa.

O núcleo verde, azul, preto ou castanho, mestiço, grita alta só ouvido por outros olhos. Fixado, assusta. Piscando, desmorona. Girando, susta. Fechados, morona.

Sem olhos a corrente de vidas imaginárias se esvaem em fragmentos devastadores em dor. Olhos sangram. Olhos brilham. Olhos fascinam. Olhos hipnotizam. Íris…

A mente vaza pelos olhos. A fé, esperança e o amor são pedaços da terceira visão. Tridimensional. Virtual. Caminhos de palavras infinitas. Buracos negros, vácuo.

Os olhos buscam o que o corpo não consegue. No horizonte ou no vertical do espaço, tudo só existe pelo olhos. Olhos têm porão. A cegueira é o ápice da bela visão.

Pelos olhos se escuta. Pelos olhos é possível ecoar. Pelo olhos é possível criar. Pelo olhos é possível alimentar. Pelos olhos é possível ver seu desnudado outro eu.

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