Ricardo Ferraço vai perder a reeleição

Posted on 18/10/2017

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Ricardo Ferraço no dia em que se filiou ao PSDB pelas mãos do senador Aécio Neves

A emenda saiu pior do que o soneto. O senador Ricardo Ferraço (PSDB) ao não cancelar o compromisso da missão ao Emirados dos Árabes para votar contra o colega Aécio Neves, tenta se justificar com sentimento subjetivo: “vergonha de ser político” e como retaliação a si mesmo, anunciou licença de três meses. Muito mal assessorado ou está ouvindo a si mesmo.

Qualquer tradutor, minimalmente racional, interpreta assim: estou com vergonha de ser político porque absolveram um ladrão do meu partido e para punir-me vou colocar meu primeiro suplente na ativa nesse tempo, Sérgio Rogério de Castro, sócio executivo da FIBRASA, com R$ 6 milhões declarados na época em que aceitou “difícil” missão de aguardar oportunidade como esta.

Pensei em todas as possibilidade na hierarquia de importância nessa agenda do senador capixaba que conflitava com a votação no Senado. Não encontrei maior do que ficar no Brasil e cumprir missão fundamental para a República Brasileira.

A indignação espalhada pela Imprensa de Ricardo Ferraço não convence a mim, eleitor dele. Licença? Eu acreditaria na sua revolta e vergonha de ser político se renunciasse ao mandato.

A auto-retaliação não convencerá os capixabas. Será visto como um prêmio ao seu primeiro suplente endinheirado e patrono do mandato nos bastidores. Para isso, servem os suplentes. Licença remunerada para pagar dois. Não sei, não! Este conselho dado ao senador foi de mau gosto.

O pior são os registro espalhados pelo Google. O senador abandonou a candidatura perdedora na época  da reeleição do governador Renato Casagrande (PSB) a pretexto de ser o coordenador da campanha de Aécio Neves para a Presidência da República.

Uma saída política em que ficou mal na fotografia. Logo após, do PMDB se filiou pelas mãos do senador Aécio Neves ao PSDB, este mesmo, o que lhe produz sentimento de repulsa e lhe “obriga” a licenciar-se.

Com posições excelentes no campo oratório e assumindo responsorialidades corajosas como a Reforma Trabalhista, Ricardo Ferraço estava até bem pouco tempo em franca recuperação e ascensão política.

Com esta falha de conexão com seu eleitorado perplexo, não engolindo conflito de agenda, minha visão “estreita” diz que um novo vai ocupar a sua vaga. Perderá a eleição. Ou muda a formulação ou se confirma o dito.

Agora, aos seu correligionários, recomendo que que riam da minha previsão ao final de 2018. Aceito cair em descrédito! Aceito ser considerado aparvanhado como defensor da liberdade de expressão e do direito do contratitório.

Tem conserto? Tem, mas não com esses conselheiros que nem sei quem são, exceção de outros que torcem por ele de longas datas, mas que não operam voz ativa por terem compromisso exclusivo de blindá-lo, principalmente depois da incêndio iniciado.

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