“Virgem ou Prostituta?”

A nota oficial da vice-prefeita, Viviane Peçanha, emitida na semana passada, com conteúdo altamente suspeito contra a FOLHA DO ES, levanta dúvidas sobre sua conduta de moralidade pública, já que optou em se defender de denúncias, atacando a credibilidade do meio de comunicação com 20 anos de tradição no sul do Espírito Santo e o direito democrático de informar a gosto e a contragosto.

Quando um político, seja de que nível de cargo em exercício, decide processar jornalista em formato de mordaça ou desqualificar o veículo, algo está mais errado do que o informado sobre o protagonistas, geralmente, de escândalos. Ao desancar a FOLHA, com termos pejorativos ora de modo arrogante e ora por pura ignorância técnica, fica a dúvida da personagem política: “virgem ou prostituta?”.

Classificar a FOLHA de “tendenciosa” e “parcial”  é postura de uma possível “virgindade neófita” como agente pública de baixo conhecimento e de deformação neural. A FOLHA se enquadra de fato nos dois conceitos mencionados sem receio de qualquer contradito. A sua linha editorial é analítica e opinativa. Posiciona-se contra ou favor em relação ao factual. A vice não sabe respeitar imprensa opinativa em processo democrático de pluralidade de ideias. A FOLHA sempre terá opinião.

Quando diz na nota que a FOLHA DO ES está a serviço mercantilista deste ou daquele político, então age como “prostituta política” e desconhece a história do veículo investigativo e que mais vai para o enfrentamento contra poderosos de todas as cores. Credita-se à extensiva nota no conteúdo prolixo a uma assessoria de ínfima reputação, produzindo, assim, uma “orgia de ordem pública”, com consequências futuras impressíveis no corredor da banda podre da política capixaba.

Viviane Peçanha, em efêmera passagem na Prefeitura de Itapemirim, em substituindo o titular Luciano Paiva, por força do afastamento dele pela Justiça, tornou-se a prefeita mais rápida em praticar ilicitude, sendo objeto de investigação pela Câmara Municipal. A FOLHA tem o direito de informar quem são seu agentes públicos e , principalmente, suas ações, sejam positivas ou negativas. 

A vice-prefeita, na sua nota oficial, retirando a ignorância técnica do jornalismo moderno e destemido da FOLHA, comportou-se mais como “prostituta do que virgem política”. Já está infectada pelo vírus da corrupção que tem destruído o País. Jovem, porém está longe de ser uma estatista com honestidade de propósito de proteger o erário.

Agora que Viviane Peçanha deixa transparecer reações suspeitas como representante pública, eleita pelo povo, indiretamente, a FOLHA vai olhar com lupa suas atitudes aparentes, absolutas e subjetivas, sempre que o interesse coletivo estiver acima da prepotência e de atos títeres da mandatária contra os indefesos. Cuide das “viúvas” que dependem de cargos e vantagens. Elas estão famintas e podem cometer antropofagia, comendo Vossa Excelência viva, como indício já em desenvolvimento.

Por enquanto é só!

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