Há décadas a compra de carteira de motorista ou sua renovação  (CNH) ainda desafia a linha do tempo, vencendo todas as modificações na legislação. A transação ilegal é simples. Um despachante tem um contato numa unidade do Detran-ES, com cerca de R$ 350,00, o documento legítimo com assinaturas dos diretores do órgão chegam na sua residência.

O comprador tem serviço garantido e não precisa fazer nenhum exame, principalmente, em se tratando de renovação. Sem exames, sem trabalho de buscar senha, tudo feito pelo despachante “autorizado”. Acredita-se que o diretor geral receba tais denúncias, mas ele mesmo não tem como distinguir entre CNH emitida em trâmite normal de uma com vício.

Com exceções, as escolas de trânsito buscam concorrer com outras prestadoras de serviços que pulam etapas para aprovação do aluno. Ou seja, muitos motoristas são formados sem com deficiência consciente na relação corrupto e corruptor. Chega ao ponto de uma das empresas anunciarem todas as etapas e pedir socorro ao Procon e Ministério Público em caso de fraude no critérios, havendo boa fé do requerente da carteira.

A questão resume-se na relação incestuosa entre os auditores ou fiscalizadores de Vitória e agentes sabedores do esquema nas Ciretran-ES. Trata-se da indústria da CNH. Até os profissionais credenciados, como examinadores de visão, fazem vista grossa para passar quase um cego. Essa máfia atua desde quando se criou o Detran e suas agências, sem mencionar que são cabides de emprego loteados por políticos regionais ou locais.

As fraude acontecem por todo o ES, principalmente em Cachoeiro de Itapemirim-ES e em Alegre-ES já chegou a envolver até vereador, como mecanismo de cooptação de votos.

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