Entre o Comunismo e o Golpe de 1964



 

Quando do golpe, eu tinha 1 ano de idade. De origem pobre não senti diretamente os males da ditadura. O brasileiro tem a cultura de escrever a história de acordo com a conveniência das elites e da pirâmide do alto a baixo. Óbvio, ninguém em sã consciência defende, na maioria, o estado de exceção, principalmente eu como defensor da liberdade ampla e irrestrita.

Contudo, precisamos ser mais leal aos fatos históricos sob pena de expandir o engo para as gerações em busca de suas origens. A preferência é pelo discurso politicamente correto, par agradar a massa desinformada. Porém, a verdade está sendo fracionada, com vistas grossas a atrocidades maiores pela regra da compensação.

Antes do chamado golpe militar, o período ditatorial foi nefasto no governo Getúlio Vargas, em aliança com o Nazismo de Hitler – o Livro Olga do biógrafo Fernando Morais relato com riquezas de detalhes – . Mas, a história faz vista grossa para essa linha do tempo, pelo atos positivistas, em momentos, pelo presidente que mais tempo no poder exerceu.

As mortes de civis na conta dos generais são repugnantes para nunca serem repetidos. Agora, o balanço do passado, daquele momento e do presente no difere quantitativamente sobre mortes? Para mim, em nada. A ditadura civil disfarçada é muito pior. Fugimos do comunismo e nos aprofundamos nele de modo mais sutil e fatalista nos dias de hoje.

O Brasil comemora uma democracia em que os jornalistas são vigiados e processados pelos colarinhos brancos com a força do poder econômico e político. Com sistema corrompidos e assassinados legalizados. Vivemos uma guerra civil sem controle entre facções nas favelas que mata mais do que as em curso no mundo todo.

A história merece ser melhor contada: que nossos  governantes têm orgasmo pelos ditadores da América do Sul, de Fidel Castro a Maduro. Sem hipocrisia, o País avançaria mais no Estado de Direito. Quem disfarça o passado, viverá sempre de máscara. O resto é história da carochinha. Eu não entro neste discurso fácil.

 


 

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Um comentário em “Entre o Comunismo e o Golpe de 1964

  1. “De origem pobre não senti diretamente os males da ditadura.” – que estranho! aqui em Pernambuco os pobres sofreram na pele… sou filha de sindicalista rural, paupérrimo e foragido à época. tantos agricultores sumiram. ninguém sabe, ninguém viu.

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