Ano passado e início de ano, cumprindo meu dever de jornalista, denunciei vários crimes cometidos pela Câmara de Cachoeiro de Itapemirim-ES contra o povo de cachoeirense e o ao erário. Acostumado, tentam me desacreditar. Desmentem. Processam para intimidar, enfim, Alguns gostariam de me ver morto a ficarem nu diante da opinião pública.

O desfalque da contabilidade, com desvio doloso, já ultrapassa a R$ 1 milhão. A Justiça, pelo Ministério Público, tomou medidas paliativas previstas em lei, afastando funcionários, sem tocar nos ordenadores de despesas como se vítimas fossem. Digo, sem temer, se a Polícia Federal estivesse no caso, o presidente da Casa, Júlio Ferrari e os funcionários sairiam de lá algemados.

Fica a pensar como autoridades competentes se deixam levar por engodos. Quer dizer que o ordenador de despesa, o mesmo que denunciou se antecessor de rombo do mesmo valor desviado até agora sabido, não sabia, não ouviu dizer e nem viu nada. Um ingênuo “deficiente auditivo e visual” que insulta o povo trabalhador e seu dinheiro como contribuinte?

Todos habitantes dos corredores daquela Egrégia Casa e do Executivo sempre souberam o que se passava na contabilidade com o maior número de funcionários “fantasmas” por metro quadrado. Infrações administrativas, nepotismo e troca-troca com o Poder Executivo virou uso e costume. Aboliram, eles mesmos, a moralidade. Improbidade não é desonestidade.

Este esquema de cheques e notas fiscais superfaturadas de serviços não prestados para enriquecimento ilícito vem de longe. Com o Poder Judiciário lenitivo, o Município está entregue a destino incerto. Nem Comissão Interna de Investigação vai prosperar, Anota aí. Refiro-me a este escândalo vergonhoso dentro do Legislativo.

Estou concluindo, desgostosamente, de que a corrupção não tem cura e nem retrocede no Brasil. As instituições estão altamente comprometidas umas com as outras. Denunciante como eu – poucos no Estado – tem como “troféu” processos na Justiça, porque descortinar o corrupto e corruptor é caluniar, difamar e injuriar. Estão acostumados com ações entre amigos! Eu não faço parte dessa corja.

Termino informando: estou na muda como passarinho. Mas, estou consciente do que fazer contra dissimuladas autoridades protetoras dessa fauna nefasta se valendo da mais cruel pusilanimidade pela alta posição que ocupam . Não tenho nada, literalmente, a perder. Contra estes, deixarei de ser requerido para ser requerente. Calar-me, nunca, tenho dito!

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