Para navegar no meu mundo interior e intenso, descobri a música. O rock foi o estilo mais apropriado para o meu universo em expansão. Liberava dopamina para me imaginar onipresente e onipotente. Trancava-me no quarto de casa e me deleitava em letras que desconhecia com melodia enebriante e excitante.

O gosto pela bandas de músicas era eclética. Tinha bom gosto para distinguir uma onda sonora clássica de uma efêmera. A música me liberou para uma veia artística, além de escrever. Passei a pintar quadros de modo muito amador, porém obsessivo em desenhar em linhas abstratas o surrealismo pelos meus olhos.

A música e a pintura me tornaram mais solitário. As pessoas não me importavam tanto quanto meus sonhos emanados daquele poder dominante. Não sabia, mas estava naquele momento forjando a personalidade. Um jovem com ímpetos surpreendentes sem me apresentar plenamente ao mundo externo.

A fase mística se iniciava, pois o mundo era assustador e eu precisava, naquela época, de encontrar explicações fora dele. Tinha certeza sobre uma porta dimensional com planeta sobrenatural e tridimensional. estava na terceira visão.

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