Poesia sobre o colarinho

Posted on 01/01/2013

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*Por Jackson Rangel Vieira

 

O colarinho branco com nada se espanta

À luz do dia se convence da impunidade

Tem no povo a imagem de ser uma anda

Confia na urna como porta  da felicidade

 

Usurpa dos cofres públicos sem arrombar

Foi-lhe dado os números em combinação

Como raposas no galinheiro para matar

A esperança dos incautos sem comoção

 

O MP e a Justiça em paços de tartaruga

Não alcançam este paletó  tão impulsivo

Em usurpar célere com sua face sem ruga

Voraz na impunidade de um compulsivo

 

Somente zerando as regras do sistema

Ai sim! Extirpando o colarinho tão alvo

Sem temor pegá-lo na jugular sem pena

Devolvendo ao humilde o espírito a salvo

 

*Jackson Rangel Viera é jornalista

 

 

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