*Jackson Rangel Vieira
Preconceitos lineares transformam sentimentos bem-intencionados em emoções sem controle. Oscilações angustiantes!
Duas pessoas se conhecem em explosão de paixão proibida. Deixam seus destinos no passado. Tentam dia-a-dia vencer as culpas.
A rotina e os diálogos eram constantes e sem resultados. As razões irracionais e até destrutivas. Ninguém mais se lembrava da paixão e do amor.
Nada diferente de um casal comum. A distância de idade não era tão esticada e não tão curta. Mas, o que o tempo tinha a ver com a paz?
Eles só desejam ser felizes. Contudo, antes, sem planejamento, ninguém mediu a compatibilidade de gênio, muito menos suas almas.
Habitavam numa casa. Porém, nunca houve um lar. Deus era sempre clamado até nas discussões como interventor. Ele nunca os ouviu.
O quarto era maior testemunha das dores que provocavam um ao outro, às vezes, lembrando o início, de como era bom. O passado doía mais.
Como reprises se viram sós. Nada mais fazia sentido. Eram irmãos. A insegurança produzia retardamento do fim. Eles só erraram o alvo.
Cada um deveria seguir seu caminho. As pessoas gostam de finais felizes. Logo, as dúvidas: se morriam tentando ou se tentavam morrendo.

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