O Casamento Não é Sagrado (II)

Posted on 02/11/2012

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*Por Jackson Rangel Vieira

Quando se diz que o casamento não é sagrado não pensem os mais afoitos que está se fazendo apologia ao divórcio. Antes, defendendo que todas as formas de união entre homem e mulher são importantes e honrosas como descrito, principalmente, nos Evangelhos.

Quem deseja colocar o exemplo do casamento de Gênesis como força de “sacramento”, não pode deixar de aceitar a aliança poligâmica. Quem aceita o módulo matrimonial do novo testamento, os direitos entre homem e mulheres são diferentes, completamente (I CORINTIOS cap. 11: 7).

O título deste texto objetiva colocar o matrimônio numa importância horizontal e não vertical, já que sabemos de sua inexistência no Reino dos Céus. Não basta somente atirar palavras pela tradição e criar fábulas.

O casamento não une o homem ou a mulher a Deus e nem o leva ao céu. Tem sua limitação sob a atmosfera terrestre. Se alguém é contrário a este pensamento, se aceita argumentação exclusiva e biblicamente!

Até o ministério de Cristo os judeus se divorciavam com frequência, sem pecado, porque se cumpria a lei, o mandamento de Moises. Jesus ajustou a desigualdade no campo comportamental e ainda protegeu a mulher de inferioridade social degradante com as cartas de repúdio.

Vamos pelo maior exemplo: Jesus não se casou e nunca justificou porque não o fez. O que temos são heresias regulares de supostos escritos apócrifos de que teria casado com Maria Madalena. Sim! O nosso Salvador não precisava procriar e nem ter prazer Eros.

Bem! Se o casamento não tem ligação com o céu, porque da sua existência? Para quem lê a Bíblia, depois de fazer todas as coisas, Adão se sentiu só (Genêsis 2:20), ou seja, a solidão em detrimento do acasalamento animal comoveu Deus. E além do mais, a terra precisava ser povoada, logo, a união hétero tinha a função da procriação. Povoar a terra. Por último, o prazer. (Genêsis 3:16).

Para dar uma lição moral e espiritual ao povo de Israel que andava desviado, como sempre, Deus determinou que o profeta Oséias se casasse com uma adúltera e prostituta (Oséais 1:1)  que gerava filhos que não era de sua semente. Era uma metáfora forte para ensinar um povo indolente, utilizando um homem submisso à vontade Dele para mostrar a vergonha israelense.

Jesus Cristo deixou três ordenanças verticais, ligadas diretamente ao Reino dos Céus, para salvação: A Ceia (para lembrar sangue derramado e do corpo em sacrifício); O Batismo ( para ilustrar o renascimento); e o Ide e Pregai (evangelizar o mundo). Nunca constou o casamento como fundamento da doutrina absoluta, com vista à eternidade. (I Corintios 11:25) e ( Mateus 28:28).

Continuando: tudo que Deus fez é santo, é agradável e o casamento está dentro deste prisma. Mas, a Igreja, nas suas necessidades de manutenção, viu na família seu sustento, mesmo sabendo que a salvação é estritamente individual.(Rom,anos 14:11)

Os filhos são heranças do Senhor e neles o casal estará ligado até à morte, independente das condições matrimoniais futuras, do primeiro e único ao sétimo casamento. Sem mencionar as uniões estáveis, sem Igreja e sem cartório. Fora o casamento monogâmico e único, as demais famílias, tribais ou pós-modernistas, extraindo a fornicação e pornéia, estão representadas diante de Deus, ainda que censurada pela sociedade religiosa.

Quando o Criador supriu a necessidade de Adão ao lhe dar uma companheira, claro demonstrou a importância da mulher, retirando-a da “costela”, do próprio corpo do homem. E, obviamente, toda estrutura para sua constituição, como hormônios, estrogênios, dopamina, adrenalina e demais elementos para promover atração e prazer para cópula. Lembrar-se da dor do parto, depois do pecado da mulher; e do esforço físico do homem para sustentar a união.(Gênesis 3:19).

Desafia-se um sacerdote ou acusador do texto a buscar um versículo bíblico que coloca o casamento como sacramento vertical, que vai durar após o arrebatamento ou morte dos cônjuges.

Precisa-se, em tempos atuais, principalmente, como fez Jesus Cristo na sua época, que os espirituais incluam todos os casais na mesma linha de importância, sem necessitar do casamento se anulado pelo Tribunal Eclesiástico para recasamento como se a anulação fosse uma expiação do pecado, enquanto a união se configura na prática com a conjunção carnal e de seu fruto, filhos.

Nos próximos capítulos, haver-se-á de se entender porque as terminologias, tipo: “o que Deus une, o homem não separe”e porque o apóstolo Paulo se atreveu a dizer que “a mulher foi feita por causa do homem e não o homem por causa da mulher”.

 *Jackson Rangel Vieira é evangelista e presidente do Ministério IDE

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