Por Jackson Rangel Vieira

Poucas pessoas se perguntam qual a diferença entre os votos brancos e nulos inscritos em branco e vermelho nas urnas eletrônicas. A verdade é que não há diferença alguma. Ambos são votos inválidos. Então, porque permanecem aqueles dois botões opcionais em vez de apenas um para quem deseja jogar fora o direito de votar em um candidato?

Não justificativa louvável, com tanto investimento em cada eleição, de dois em dois anos, para a manutenção do mesmo desenho eletrônico. Sim, o voto branco já fez sentido para as chapas proporcionais, pois se juntavam para eleger o mais votado. Esta premissa já acabou há bastante tempo. O nulo sempre significou o voto protesto.

Alguém ainda pensa que mais da metade do eleitorado votasse nulo, existira a obrigação de se promover novo pleito, o que é descartado pelo TSE. Ou seja, algo inexistente, sem nenhum precedente. Contudo, a pergunta continua: por que os dois botão branco se com o nulo produzem o mesmo efeito da invalidez? Como sou desconfiado, fico conjecturando que esses votos são abusados, manipulados e exportados.

A Universidade de Brasília conseguiu, com grupo de professores e alunos, violar uma urna eletrônica subtraindo votos e deformando a computação. Ato gravíssimo que merecia mais acuidade dos guardiões da licitude das eleições. Brancos ou nulos podem muito bem serem guiados para candidatos sem levantar suspeita.

Se os brancos e nulos têm o mesmo efeito para resultado final,  o mais lógico nesta era digital seria a unificar o sentido. Do contrário, seria como a urna pudesse ofertar mais de um candidato para o mesmo cargo, o que só acontece para o Senado, numa discrepância surrealista. Por isso, nosso sistema nunca foi adotado por países do Primeiro Mundo – EUA e Alemanha, por exemplo – que preferem a contagem e conferência das cédulas.

No Espírito Santo tem um caso para ser analisado pelo TSE de ação subscrita por um candidato a deputado federal que tinha conquistado o cargo com 99% das urnas já computadas, quando num pane inexplicável em todo sistema, quando voltou a funcionar, ele tinha sido ultrapassado por um concorrente que estava bem atrás. Questão de segundos!

A unificação dos brancos nulos e brancos em única opção é o mais racional. E o voto obrigatório já deveria ter sido abolido há muito tempo. Sobre as urnas eletrônicas, elas não estão cima de qualquer suspeita.

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