Escrever pouco e falar menos ainda


A escrita como conhecemos na escola está morrendo e será artigo de estudo no futuro. A fala, oral, como forma de comunicação está compactada para ser entendida em 140 caracteres. Mais do que isto, ninguém quer ouvir.

Este post, por exemplo, tem uma limitação, para eu escrever não mais do que alguns parágrafos dependendo da minha capacidade de síntese. Eu chamaria de comunicação cibernética. Os diálogos por SMS, celulares e via redes sociais estabelecem uma nova forma de linguagem que mudará o conceito de comunicação em todos os meios sociais, indistintamente.

É a morte do escritor. É o fim das linguagens especializadas, do jurídico ao  à fofoca paroquial. É tempo de assimilar o varejo, a soma das pequenas informações, em detrimento da concentração do pensamento alongado. Uma tese de mais do que 10 minutos será heresia. É o fim do intelectual e o nascimento do “intelectuvirtual”.

Meu computador avisa que meu tempo de texto, neste formato , está chegando ao fim. Escrita manual nunca mais. Teclar até que esta civilização encontre formas mais eficaz de interagir. Viva a revolução tecnológica que oferece informação de uma vida inteira num pendrive!

Este texto, pelo tamanho e quantidade de caracteres, já está fora de moda. Somente o remanescente da velha geração vai ler até ao final.

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