A Câmara de Vereadores de Cachoeiro de Itapemirim indicou por unanimidade o Cachoeirense Presente Número 1: Robson Lopes Louzada recebe a maior honraria para o cidadão da terra em reconhecimento ao seu ofício destacado de modo singular. Como, personalidade do ano! Na festa da cidade, no final de junho.

Desde que o conheço de sentenciar – sem nenhuma relação, nem mesmo de facebook -, vejo-o como magistrado com características peculiares, principalmente pelos seus princípios notórios neo-constitucionalistas. De origem humilde, ninguém contesta sua existência vioriosa.

O juiz homenageado aplica uma justiça social, técnica e espiritualizada, estreitando as relações entre a toga e a sociedade, desfragmentando a visão em geral sobre caixas pretas instaladas nas comarcas, como numa sociedade secreta de rituais para membros exclusivos.

Claro! Não existe infalibilidade. É um homem preparado, mas tão sujeito a falhas como qualquer ser humano. Jovem, impetuoso, tende a se indignar com práticas injustas, e, até, precipitar-se a combatê-las. Contudo, fase extremamente saudável e impossível de excluí-la.

Robson Lopes Louzada, autoridade constituída por Deus, como todas as demais, aconselho-lhe, – se é que posso e devo- nunca deixar o poder iníquo contaminar seus ideais. Firmar o caráter de magistrado enquanto jovem para quando vier os dias difíceis não venha a se arrepender.

Como cidadão cachoeirense aprovo sua indicação para representar todas as pessoas de bem e produtivas de Cachoeiro de Itapemirim. Esta homenagem saiu de sua importância de praxe, tornando-se, eticamente, fundamental quando a aceitou sem temer recebê-la de um Poder que está sob seus auspícios julgar a Arena e seus protagonistas, vez e outra. Esta coragem aumenta o valor dessa comenda sobremaneira. Eu aplauso!

Uns dizem que não fica bem jornalista elogiar juiz, desembargador e promotor, assemelhados. Ora, se coubesse esta a analogia, valeria para o Legislativo e o Executivo. Elogio e exerço minha cidadania quando por bem achar. Quem não consegue assim proceder por motivos de fórum íntimo, respeito. Bem sei que é um monólogo. Mas, assim como tenho liberdade de criticar como o oposto devo ser proibido de manifestar?

Parabéns Robson Louzada por ser o nosso Presente Número 1 .

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