Com exceções, membros do Ministério Público de Cachoeiro de Itapemirim-ES têm sido omissos, porque fazem vista grossa aos desmandos de improbidade da máquina administrativa do PT, por medo, por incompetência ou por desinteresse culposo ou por dolo.

Passaram-se três anos de governo petista e centenas de denúncias de desvios, fraudes, superfaturamentos, a mais recente, envolvendo o cunhado do prefeito e a acusação do Tribunal de Contas de licitação infectada de crimes na compra de remédios.

Não vou nem dedicar muitas linhas à Operação Moeda de Troca da PF, superfaturamento para caixa dois, arrastando vários municípios, inclusive Cachoeiro de Itapemirim. O caso do escândalo das tendas superara todas as expectativas em bandidagem ao sol do dia.

Acredito que, alguns promotores, sem estrutura de fiscalizar “in loco”, ficam nos gabinetes aguardando denúncias e aceitam delitos nanicos e, incrivelmente, contra os denunciantes das mazelas maiores, algumas sendo mencionadas neste sucinto relatório. Estou cansado desta mediocridade e provincianismo.

No ES, as instituições, com denúncias lá e acolá, promovem orgias incestuosas, com combinações em conluio contra, principalmente, políticos, tipo como o delegado de antigamente. Manda prender e recomenda carcereiro soltar.

Igual a Cachoeiro, terra dos expoentes de Roberto Carlos, Jesse Valadão, Rubem Braga e tantos outros ícones brasileiros, a situação letárgica está no quadrante do Brasil. É de estarrecer a honestidade. De vaca não reconhecer bezerro. De ladrão chamar a polícia e prender a vítima.

Contudo isto, eu tenho de acreditar na banda boa do Ministério Público, do Poder Judiciário e demais Instituições comissionadas por atribuição de cuidar dos que tiveram arrancadas as suas línguas pelo trauma da impunidade e paralisados pelo medo.

Em 30 anos de jornalismo, já vi de tudo e ouviu também. Não sei se é a idade ou efeito pós-modernista, mas, estou assustado com a indiferença e até conivência de parte da sociedade quanto ao crescimento da marginalidade do crime organizado de colarinho branco.

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