Tempo de reforma no Cristianismo


“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32)

Escolhi a alta madrugada para escrever este artigo que pode levar a muitas interpretações. Contudo, lutarei, em palavras, para que seja compreendido ao menos. O cristianismo como se pratica está falido. Tantos os evangélicos como os católicos. A teologia sistêmica produziu regras aprisionadoras aos seus seguidores.

Não indicarei capítulos ou versículos para fundamentar a construção deste limitado pensamento. Que o leitor seja orientado pelo Espírito Santo, assim como dele careço neste momento. Defendo a desconstrução deste cristianismo, com suas mensagens distorcidas das Boas Novas. Jesus Cristo morreu, pagando bom preço, para a libertação da humanidade. E não para as Escrituras serem fardos sobre os ombros já decaídos do pecador.

Depois do catolicismo político; após a reforma protestante; e há 100 vivendo o pentacolismo com suas muitas ramificações, chegou o momento de homens e mulheres de fé e cheio do Espírito Santo dar um basta na mensagem ameaçadora e chantagista, não libertária. Passou da hora de viver em Cristo a sua mensagem da graça.

Inconcebível pastor que não dá a vida pelas suas ovelhas ameaçar incautos com “profecias” do medo, impondo hábitos, costumes e regras para sustentar um sistema de poder religioso. Quem aceita Jesus Cristo recebe no ato a libertação pela graça, mediante imensurável compaixão e eterna misericórdia.

Sendo mais específico e, talvez, insano para a maioria: O salvo só Poe viver sob a graça. Não tem obrigações com Igreja de paredes,  sacerdotes e roteiros eclesiásticos. Deve se congregar, mas não obrigado. Se o Espírito Santo não conduz seu templo com alegria e espontaneidade, nova criatura não é e libertado não está.

Se o salvo está imposto de participar de “correntes”, “retiros”, “vigílias’, em ações repetitivas, semanárias, mensais e anuais, que diferença  dos rituais “condenáveis” de outras religiões e seitas que impõem julgo de penitência para inferir aparente santidade? O cristão tem de ser livre até para se congregar. Não vai perder a benção porque não participou do culto ou missa, mas se selado, fará igual ou mais no serviço do Rei onde seu coração lhe conduziu, seja para dentro do quarto ou para o monte da oliveira.

Jesus não estabeleceu linha legalista para homens se aproveitarem na comercialização em seu nome. Muito menos deixou exemplo vexatório de mercado de louvor em troca de 30 moedas ou mais. Não existe respaldo apostólico para a existência do cristianismo como se apresenta.

Não há necessidade de inventar algo novo, o que seria patinar no farisaísmo. A reconstrução do Templo de Deus, digo eu, precisa ser habitada por justos livres em espírito e em verdade, sem a imposição de verdugos da fé.

O ser humano atingido pelas Boas Novas tem apenas o dever de fazer a vontade de Deus nas verdades absolutas. Deixar o Consolador cumprir a sua missão, falando por cada inscrito no Livro da Vida, como vento que sopra por onde quer, sem a imputação da culpa já apagada por Aquele que deu a vida para esta magnânima graça, que basta.

O novo Cristianismo tem de ser, fundamentalmente, Bíblico. Sem doutrina. Sem teologia. Sem Deus de templo feito pelas mãos dos homens. Prática espiritual sem cronograma imposto. Somente pela fé, esperança e o amor. Acho que merece um segundo capítulo! Acho!

          *twitter/@jacksonrangel

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s