Recebi por e-mail a informação extraoficial que o juiz Edmilson Souza Santos não voltará assentar na Comarca de uma das cidades mais corruptas do Espírito Santo: Presidente Kennedy.

Uma de suas últimas sentenças foi desbaratando uma quadrilha de colarinho branco, condenando o prefeito Reginaldo Quinta (PT) por improbidade e congelando os seus bens. O próximo passo era afastá-lo.

Mas, o “oráculo” do Judiciário, se assim verdade, julgou antes o honesto magistrado, afastando de proteger aquele povo sofrido. Lá não fica promotor. O Ministério Público passa sempre por rodízio obscuro.

Edmilson Souza Santos há tempos vem sofrendo discriminação de toda ordem dentro do Poder em que habita. Por que é cristão praticante? Por que é negro? Por que vem de origem sem sangue azul?

Meu Deus! O que está acontecendo com esta cidade, onde jorra dinheiro dos royalties, de tanto, que transformaram homens em corruptos e corruptores, comprando e vendendo frágeis almas para se perpetuarem no controle do tripé em que sustenta a feia sociedade: sexo, dinheiro e poder.

O que posso escrever, quando forças institucionalizadas obrigam um povo a ficar sobre o julgo desigual? Escrevi, recentemente, como profetizando, sobre a solidão de um juiz, numa referência à coragem do meritíssimo Edmilson Souza Santos.

Solidarizo-me porque bem sei que ele não faz parte dos “bandidos de toga”. Cumpristes sua missão. Não há do que se envergonhar por causa das setas que lhe ferem, mas não de morte, pois não contaminastes tua alma nem com prata e nem ouro, pois esperas por uma “cidade permanente”.

Quanto a mim, continuarei a minha saga com sede e fome de justiça, aqui, lá e acolá, como gosto sempre de citar, mandando aquele recado: só morto

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