Crime organizado em família no Munícipio de Kenney-ES


Por Jackson Rangel, jornalista

 

Não se sabe onde vai parar o desmando na pequena e rica cidade de Presidente Kennedy, litoral do sul do ES. Escândalo em cima de escândalo. Agora, a sobrinha do prefeito Reginaldo Quintas (PTB), uma das mandantes do crime organizado do Município, Geovana Quintas Costalonga, acumala três secretarias, todo esquema de caixa dois e lavagem de dinheiro que passa por dentro de sua mansão na cidade, com reuniões de toda ordem criminosa.

Sem mencionar a prática explícita de nepotismo praticada pelo Chefe do Executivo, a sobrinha, por último, na sua mansão, reuniu a diretoria do time do Município e, em alto, bom som, disse aos presentes que reuniria as empresas sob influência da Prefeitura para arrecadar recursos para o Sport Clube Capixaba continuar o campeonato da Segunda Divisão Estadual.

Desconfiada diante de uma promessa de liberação de R$ 300 mil (metade seria para Rachid) pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Alexandre Pinheiro, conhecido como Xandinho, toda organização chefiada pelo prefeito recuou com medo das denúncias que começam aparecer em maior velocidade. O trato inicial era que R$ 140 mil do liberado ficariam com o esquema.

O assunto foi parar na casa, desta vez, de Reginaldo Quintas, que teve conhecimento do valor de R$ 300 mil e prometeu arrumar uma forma de liberar. Sugeriu até uma Associação ou ONG sem fim lucrativo para lavar o dinheiro do time de futebol. Como tinha muita gente envolvida, comissão técnica, testemunha, a prática comum naquele Município, com gente se enriquecendo e “laranjas” do prefeito, as fraudes e desvios têm sido inibidos, principalmente, pela presença do Ministério Público.

A Justiça mantém os bens do prefeito indisponíveis por outros crimes e a mais recente traquinagem praticada foi o afastamento do vice, por Reginaldo Quintas que, com maior capacidade de cinismo, emitiu uma nota de que o problema da cassação estava era da Câmara Municipal, em que maioria dos vereadores tem apadrinhados na Prefeitura, o que este jornal vai mostrar a qualquer momento.

Só o Ministério Público e a Justiça para refrearem a volúpia do crime organizado em Presidente Kennedy, antes que o povo humilde pereça, mesmo com as ações clientelistas financiadas por uma caixa de mais de R$ 200 milhões, dinheiro oriundo dos royalties de petróleo. Esta Prefeitura precisa de uma auditoria urgente!

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