Aos poucos tem visto o ar provinciano de Cachoeiro de Itapemirim, ES, terra de Rubem Braga, se dissipando. A Imprensa analítica e livre vem revolucionando a cultura da sociedade, uma inovação regional. Já é praticada por alguns meios de comunicação nacionais e pelo mundo evoluído.

 A FOLHA DO ES vai incrementar mais o jornalismo opinativo, investigativo e analítico que é o futuro diante de ecléticas mídias, como as das redes sociais e digitais – linguagem rápida – e os veículos de propagação em massa. As linguagens são diferentes para cada público.

No caso do Espírito Santo muito pouco se pratica, em espaço maior, o jornalismo opinativo e analítico, optando pelo registro dos fatos a pretexto de manter a “imparcialidade”. Sabe-se, ou optam por não saber, que as matérias de registro, pela quantidade e ilustrações, inclinam-se mais para a parcialidade em detrimento de sabida opinião do veículo.

 Exemplo: O Estado de S. Paulo, jornal e rede, seguiu a linha da Revista Veja, opinando de proteger a liberdade, não votando em Dilma Roussef (PT). A iniciativa é inovadora no Brasil. No Primeiro mundo a pluralidade de idéias é praticada sem qualquer constrangimento. Os veículos de comunicação, em geral, tomam partido sem prejudicar a Democracia.

 A Promotoria da Justiça Eleitoral de Cachoeiro de Itapemirim, pelo fato da FOLHA DO ES opinar sobre as condições de vitória de candidatos, como instrumento apropriado e especialista no tema, acatou denúncia de prática ilícita eleitoral como se estivesse promovendo campanha ilegal e pesquisa não registrada. Determinou recolhimento de alguns exemplares da banca. Um absurdo! Um entendimento! Um falso entendimento! Um tipo de censura!

Quando um jornal opina e analisa, está colocando em cheque a sua própria credibilidade. No caso, o jornal acertou as previsões que foram milimétricas. Atestou as votações possíveis – nisto acertou todas – e os eleitos, equivocando-se na reeleição do deputado federal Camilo Cola que ficou entre os mais votados, entretanto, barrado pelo quociente eleitoral na legenda.

 Cachoeirenses e capixabas, principalmente as instituições fiscalizadoras de direitos públicos, terão de se habituar a jornalismo analítico, pois é a linguagem do futuro midiático.

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