David Lo$$ vai para o segundo concurso como bom moço, mas é uma farsa

 

O atual presidente da Câmara de Cachoeiro de Itapemirim, David Lo$$, político mais rico do Município e um dos mais bastados do Estado, com mais de R$ 5 milhões declarados, conhecido apenas pela sua destreza de professor, não gosta de ser denunciado. Nenhum político, principalmente, gosta. 

O caso dele, estrilar mais, é decorrente de manter a imagem de bom moço nas instituições filantrópicas das quais faz parte. Tem a chamada “imagem a zelar”. Curiosamente, difícil um raio cair no mesmo lugar, contudo, no caso dele, caiu. Não bastasse um dos concursos da mesma Câmara, como coordenador do Guimarães Rosa, ter colocado pela janela alguns protegidos. Só perguntar ao ex-presidente Juarez Tavares Mata e aos beneficiários. 

David se elege vereador, encabela os neófitos e se torna presidente. Resultado: mais um concurso, com uma única empresa interessada e de antecedente, em Muniz Freire, de levantar suspeição a analfabeto. Numa pressa desenfreada após perder a reeleição da mesa, promovem movimentações mais suspeitas ainda, até de madrugada, para viabilizar as matrículas dos incautos. A procuradora da Casa disse para o presidente eleito, Júlio Ferrari, algo mais ou menos assim: “não se preocupe, vão passar amigos nossos”. Isto não é suspeição? 

O Ministério Público, hora dessas, deveria fazer um teste: convocar todos os servidores do Poder Legislativo para se apresentar no ambiente da Egrégia Habitação. Se couber, eu deixo de ser jornalista e nunca mais escrevo uma linha sequer retratando o quadro da cidade! O Regimento do Poder Legislativo é um monstro deformado, para burlar todo tipo de moralidade. 

De modo geral, quando o político é denunciado, a primeira satisfação a dar ao seu eleitorado e correligionários é de que o denunciante é “mentiroso” e que vai processá-lo. O último político a me processar foi o ex-deputado Na$$er Youssef. Nem sei por onde anda. Deixar de provar a verdade, não deixei. 

Como sou cristão, o denunciado abusa mais. Isto nunca foi bom, entrar na intimidade da fé de outrem. É algo pessoalíssimo. Sobre o concurso, posso provar e levar testemunhas para decifrar o enigma em quaisquer esferas. Neste caso, como bacharel em direito, sei que vai promover uma aporrinhação. Mas, vou-lhe conceder um motivo para ter chance de ganhar na justiça por danos morais, sabendo que vou invocar a exceção da verdade: David Lo$$, você é um embuste e mau-caráter. 

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