Em meio à eminência parda, governado Paulo Hartung (PMDB), que se valeu do acaso para receber méritos indevidos, as eleições do Espírito Santo estão definidas nas majoritárias. O governador será Renato Casagrande (PSB) e os senadores serão Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PMDB).

               A popularidade do governador não conseguiu conter o progresso de Casagrande antes do abril sangrento para Ricardo Ferraço, então candidato ao Executivo. A quem pense ter sido uma estratégia de PH a retirada forçada do vice-governador por desconhecimento dos bastidores.

              Foi o acordo do PSB com o presidente Lula, para saída de Ciro Gomes da concorrência de Dilma Roussef, envolvendo cinco Estados da federação com os socialistas na cabeça, entre eles o capixaba, determinou o factóide da fatídica substituição de candidaturas.

              O senador Magno Malta manteve-se coerente na sua posição de não ceder ao governador, disposto a disputar com o próprio, permanecendo o quadro eleitoral da época. Nisto sim, não havia combinação vertical: Paulo Hartung se retira do pleito para o Senado.

              Ricardo Ferraço, que foi a Brasília receber o novo mapa estratégico eleitoral do Espírito Santo, foi privilegiado para pleitear o novo cargo ao Senado, pois ficou no ar um clima de gratidão obrigatório do eleitor para com ele. Em tese, teria sido vitimado.

               Luiz Paulo Veloso e Rita Camata, respectivamente candidatos a governador e a senadora, pelo PSDB, não souberam  aproveitar a torre de babel gerada naquela ocasião de desentendimento do que chamavam de “condomínio do poder”. Tersiverjaram.

               Tudo que está sendo feito nas eleições majoritárias pelo lado contrário ao capitaneado por Renato Casagrande, resume-se em esforço, suor, transpiração, legítimo, mas nada que supere a inspiração e talento. Claro, com um pouco de sorte e muita competência.

 

Anúncios