Ficha Limpa estimula honestos e depura a eleição


        A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fazer valer a lei da Ficha Limpa já nestas eleições, ou seja, quem for condenado em segunda instância por colegiado em crimes tipificados, principalmente de improbidade, não poderá sair candidato a nada. A medida renova esperanças para o eleitorado sofrido e enganado, estimulando candidaturas dos cidadãos honestos.

     Espera-se a lei seja cumprida à risca, sem vácuo, permitindo liminares. Assim sendo, em quase todos os municípios e estados serão erradicados agentes públicos viciados na malversação do dinheiro público e criminosos de colarinho brando despudorados. O eleitor ficará mais protegido da falta de informação. Não significa a purificação da política, mas um começo abençoado de depuração.    

       A corrupção que sempre campeou por todos os recantos do País, ainda, existe, mas, no momento, mais avexada pelo rigor da pressão pela sociedade, com ajuda significativa da mídia. Os tempos têm sido duros para os politiqueiros. Eles estão na área, muitos impunes e sequer investigados, mas a casa está caindo. A população não aceita mais caixa pedra nos Três Poderes. A repugnância é imediata.

      Há cerca de 20 anos não se via políticos perderem mandatos, muito menos presos. Hoje, de uma quadrilha, um ou dois sofrem o rigor da lei. São exemplos pedagógicos, como a do ex-governador de Brasília, José Arruda, e seu “panetone”, que reaviva a expectativa de dias melhores no mercado político, saindo da feira corruptora e entrando no supermercado das idéias.

        Em Cachoeiro de Itapemirim, ao visto, os beneficiários dessa boa lei são os políticos de sangue novo que poderão pedir votos de cabeça erguida como inaugurando um novo tempo de se fazer política sem ficha criminal de atentado contra a honra eleitoral e à cidadania. As instituições, ONGs, associações, e afins, devem ajudar na divulgação dos ”fichas limpas” e denunciar a política suja. 

        O Desembargador Pedro Feu Rosa, pelo visto, poderá entrar na história deste País, porque mesmo antes da decisão de valer a lei nestas eleições, ele já trabalhava com o bom senso da mesma lei em vigor no seu planejamento de campanha limpa. Convocou toda sociedade para participar da fiscalização de forma inédita. E pela sua disposição intelectual e jurídica, os ventos vão uivar para os fantasmas surripiadores da boa fé alheia.

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