Hartung trai mercado político, a pedido

Posted on 28/04/2010

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Não vou exaltar minhas desconfianças em artigos anteriores, desde o cenário nacional até estadual. Tentarei, humildemente, fazer prognóstico sobre o cenário posto. Ricardo Ferraço (PMDB) foi retirado da disputa como protagonista para ser substituído pelo senador Renato Casagrande (PSB) que assombrou o tempo todo Palácio Anchieta até espantar seus moradores.

 Pela ordem. Independente da ascensão linear do senador na sua caminhada pelo ES, denominada Senado Lado a Lado, havia acordo há dias sobre o mapeamento geopolítico no País, entre PSB e PT, como condicionamento para implosão da pré-candidatura de Ciro Gomes (PSB), envolvendo cindo Estados, entre eles o estado capixaba.

 Todo mudo ficou olhando para o umbigo, e se esqueceram da cabeça, simbolizando as alianças nacionais que influiriam diretamente nos estados. Ricardo Ferraço, na boa fé, nunca pensara ser levado à execração pública para abdicação sacrifical, como expiatório dos pecados alheios. O “Fico” de Hartung foi primeira facada. Ele tinha convicção de assumir o Governo no dia 4 de abril.

 O senador Magno Malta (PR) foi literalmente profeta dentro do processo da construção de aliança coordenado até então pelo vice-governador, mas, por fim, por sensibilidade, antecipou-se ao lance, esperneando e não permitindo oficialização da coligação. Estava certo e seus “irmãos” prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, e Neucimar Fraga, prefeito de Vila Velha, estavam errados.

 Sobre prognóstico, perdeu nesse imbróglio, o governador Paulo Hartung, com seu “Fico” desesperador; o prefeito de Vitória, João Coser (PT), que brigou com quase todo partido para bancar a pré-candidatura de Ricardo Ferraço que foi o maior perdedor pela pusilanimidade pública na qual foi vítima de processo aloprado de seus tutores.

 Menos vergonha, o PDT e PR passaram, pois na hora “H”. Sob iluminação do senador Magno Malta, os partidos amigos não entraram no bornal. É impossível estas siglas acompanhem a orientação de Paulo Hartung que mudou o jogo sem consultá-las. Viram como traição o cumprimentos de acordos por cima.

 O deputado federal Luiz Paulo Velozo Lucas, pré-candidato a governador pelo PSDB, já anunciava há tempos que o “condomínio hartunguista” iria virar “pombal”. Dito e feito. Amigo há 40 anos do governador, por processo seletivo, sabia da inconfiabilidade da montagem da candidatura única, inclusive, escolhendo-o como aniversário fácil de ser batido. Mas, a história está reservando surpresas naturais de campanha eleitoral. Nem sempre o céu é de brigadeiro e nem o mar de marinheiro.

 Luiz Paulo que estava sem visibilidade, virou um sol, cujo brilho passou a cegar os céticos, brilhando para uma polarização como no campo nacional. Ele representa o candidato a presidente José Serra, do PSDB. Casagrande simboliza a Dilma Rousseff, do PT. E a Brice Bragato, a Marina, do PV. Luiz Paulo foi o maior beneficiário dessa lambança “dilmática”.

 Em próximo artigo, trarei mais novidade sobre o processo desencadeado como rio violento que corre para o mar.

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