Maratona estética faz parte da pré-candidatura de presidenciáveis

Posted on 16/04/2010

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 Nem só de obras, programas de governo e alianças vivem os pré-candidatos à Presidência da República. Antes de ir aos palanques e discursar sobre suas pretensões caso assumam o cargo máximo do Executivo, os “presidenciáveis” buscam melhorar sua imagem dando “trato” no visual. De cirurgia plástica ao guarda-roupa renovado, José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) parecem acreditar que a estética é um fator que pode lhes ser útil na hora da escolha dos eleitores.

A ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por exemplo, foi uma das primeiras a fazer mudanças em seu visual. Ela começou com pequenas alterações, como deixar de lado os óculos. Logo após, teria passado por possíveis cirurgias no rosto e no pescoço, que a assessoria do ministério negou na época, e mudou o tom dos cabelos, deixando-os mais claros e repicados. A revista Época online chegou a publicar, em janeiro do ano passado, quais teriam sido as intervenções pelas quais a petista teria passado – olhos, testa, bochechas e pescoço. Hoje, seus cuidados indispensáveis incluiriam guarda-roupa renovado, com peças mais requintadas, e uma maquiadora que a acompanha em seus compromissos.

Já o ex-governador de São Paulo, José Serra, passou por duas intervenções cirúrgicas. Em uma delas, retirou as bolsas de gordura ao redor dos olhos. A outra, por sua vez, foi para uma alteração do contorno das gengivas, para deixar o sorriso mais expressivo, completado com um clareamento dentário. Marina Silva, que nunca foi taxada como vaidosa, é outra que promoveu mudanças estéticas consideráveis. Se há algum tempo ela circulava com coques nos cabelos e roupas largas, hoje, sem os óculos habituais, ela desfila com cabelo amarrado e com um novo guarda-roupa, que inclui vestidos longos com cintos marcando a silhueta.

Apesar dos esforços dos pré-candidatos, há controvérsias sobre os efeitos dessas modificações. Muitos especialistas em marketing político costumam afirmar que consideram intervenções corretivas, como retirada de pálpebras caídas, positivas, mas não aconselham aquelas mudanças puramente estéticas.

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