Os pecados que habitam em nós

Posted on 14/03/2010

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É natural não desconhecer do pecado morador dentro de nós, sem pagar aluguel. Não é convencional confessá-lo, até mesmo para si. Os nossos medos adoecem a alma. Uma vez, confrontados com a consciência, as algemas são quebradas e a liberdade é jubilada como estilo de vida único. Raro.

Falange de mentiras forma exército quase imbatível. A inverdade contumaz, diária, alimenta e engorda o ego, porque, geralmente, é pai e mãe da vaidade. Sedutora, palavras prontas massageiam o interior mal formado, sem auto-estima, produzindo sensações de domínio e poder.

 A mentira é o pecado mais natural dos pecados possíveis, porque o seu genitor, impiedosamente, troca a ordem divinal e transgride, pelo engodo, as regras dos sentimentos mais nobres, como o amor. Ao meio metro do outro, o outro é capaz de esconder as maiores perversidades em nome da carência terrena.

 Bom alvitre todos não precisassem se esconder de si mesmo, aceitando seu estar, seu ter e seu ser. No momento, da dissimulação covarde, despreza-se a libertação em troca de existência medíocre. Estimulados pelos pecados não apagados, impede-se a emersão da nova criatura, à disposição de todos em forma de renovação de mente.

Impiedosamente, chicoteamos os nossos lombos e aplicamos choques virtuais mais do que podemos suportar em troca do prazer ninfomaníaco. O amor está perto do pecador (a), mas não há como enxergá-lo, nem tocá-lo, pois é impossível amar com o pecado da mentira no processo de metástase.

O egocentrismo é fatal no caso desse implacável inimigo da humanidade: o pecado, no destaque, a mentira. Sofremos horrores por esta escravidão. Chibatadas infinitas enquanto vão morrendo as células, mortificando o corpo e humilhando o espírito. Como escapar da tocaia dos descaminhos construídos ao longo da vida?  Ceifamos o que plantamos,

Entre o primeiro e o último parágrafo, o enigma do calabouço que aprisiona a todos nós, a mim e a você, em circunstâncias, talvez, diferentes, mas com o mesmo modo operacional, é decifrado com uma velha e conhecida passagem bíblica: II Samuel 12:5-7.

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Posted in: EXISTENCIAL