O juiz Robson Louzada tem se tornado o maior “cassador” de político do Espírito Santo. Antes da Câmara de Cachoeiro de Itapemirim concluir o processo de investigação da vereadora petista Arlete Brito, acusada de extorquir uma assessora em tíquete alimentação, o magistrado sentenciou o afastamento da parlamentar.

Arlete Brito virou notícia nacional depois da Folha do ES posta áudio dela com quebra de decora parlamentar, exigindo o vale refeição da assessora e dizendo “política assim mesmo”, além de declarar que seus colegas têm a mesma prática. No áudio, ela se dizia cansada de ajudar as pessoas e levar naquele lugar. A sua conduta estarreceu.

(http://www.youtube.com/watch?v=SEFRSXKmfDI)

Ela foi denunciada pela FOLHA enquanto secretária de Habitação e Trabalho. O prefeito Carlos Casteglione (PT), que também é acusado de comprar votos nas eleições, demitiu a colega para não ser atingido em cheio com o seu processo inevitável de cassação na Câmara de Vereadores. O Chefe do Executivo também será investigado em breve.

O Juiz Robson Louzada afastou a vereadora, atendendo ação do Ministério Público, com objetivo de proteger o processo investigatório em curso, pois a parlamentar, com plenos poderes, poderia utilizar de intimidação junto aos colegas e até mesmo de influência no Poder Executivo para manipular votos na Câmara de Vereadores. É um pressuposto.

Tem-se certeza. A decisão do juiz atendeu clamor social. E a celeridade na sentença inverte o adágio popular: A Justiça não tarda para não falhar. Ainda há esperança em meio ao descrédito das instituições representantes da sociedade.

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